As maiores

Nós, brasileiros, temos mania de grandeza. Mas saiu a lista das Nações Unidas com as maiores cidades do mundo e São Paulo está em 5º lugar. Pode ser algo bom.

1) Tokyo com 35.7 milhões

2) Cidade do México, Nova York e Mumbai com 19 milhões cada

3) São Paulo com 18.8 milhões

4) Delhi com 16 milhões

5) Xangai com 15 milhões

6) Kolkata (ex-Calcutá) com 14.8 milhões

7) Buenos Aires com 12.8 milhões

8) Dhaka (Bangladesh) com 13.5 milhões

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Pelo amor de Deus!

Acabo de ler na Viagem e Turismo de Novembro, que os leitores da revista elegeram a American Airlines como a melhor empresa aérea estrangeira operando no Brasil. Que mentira cabeluda! Ou que gente jeca! Para mim a American é uma das piores empresas aéreas do planeta. Os aviões são velhos, a tripulação mais ainda. Eles tratam mal os passageiros. A comida é sofrível. Tem que pagar U$ 6 para beber álcool. O travesseiro é uma espuminha e o cobertor parece aqueles que os mendigos usam para dormir debaixo de viadutos.

Viajo bastante. Fui de TAM para Nova York em Maio e achei tudo muito melhor do que a American. A Air France, KLM, British Airways, Lufthansa, Swiss ou mesmo a Copa Airlines dão de 10 a 0 na velhaca americana. Acho que preciso parar de comprar a Viagem e Turismo. E se você tem uma reserva com a AA, troque. Fui para o Japão com ela e agora para Miami. A coisa está ficando cada vez pior. Me arrependo de cada milha voada com eles.

O Pulp é cool

Uma das locações do novo filme do James Bond é Bregenz, na Áustria. Nesta cena, diversas pessoas assistem à Tosca enquanto Bond persegue bandidos malvados. O que eu quero ressaltar neste post é que em julho a gente publicou uma nota no pulpsalsa 22 sobre o Festival de Bregenz e seus palcos maravilhosos.

Todos os anos, no verão, ergue-se um palco no meio do lago Constança (Bodensee em alemão). Este palco é sempre grandioso e diferente. É uma tendência vista cada vez mais ao redor do planeta o fato de criar obras majestosas e temporárias (vejam o caso da instalação da Chanel feita por Zaha Hadid). A Pulp deu, James Bond apareceu.

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Um dos slides do pulpsalsa 22 que conta sobre o Festival de Bregenz e mostra diferentes palcos montados ao longo dos anos.

A Islândia e a crise financeira

Você sabia que um dos países mais afetados com toda esta crise financeira é a Islândia. Os maiores bancos do país (não há muitos bancos por lá, já que não tem muita gente para ter conta neles) faliram. Todo o dinheiro que eles tinham depositado e aplicado em fundos de ações micou. A pergunta que não quer calar: Será que a Björk ficou pobre?

As bolsas das Havaianas


Não é super novidade mas pouca gente sabe que, logo logo, as Havaianas vão sair dos pés. A tira icônica da sandália mais vendida no Brasil e exportada para mais de 80 países virou acessório de bolsas coloridas. Elas estarão presentes em todas as praias e piscinas brasileiras no verão. Quem apresentou as fotos das novas bolsas bem como as peças gráficas que irão para a mídia nas próximas semanas foi Cíntia Gonçalves, gerente de atendimento da ALMAP BBDO. Parte do evento NBC08, no dia aberto aos futuros alunos de Comunicação do Senac, o case da Melissa foi apresentado.

Baseado muito em anúncios de TV e print, as campanhas das Havaianas ainda não migraram para as novas mídias. Segundo Cíntia, o que foi feito até hoje funcionou. Realmente, as Havaianas conseguiram ser criativas em dois meios bem batidos. Mas já está mais do que na hora de inovar, não é mesmo?

O case da Melissa, apresentado logo em seguida, matou a pau. Esta sim é uma marca que cria objetos de desejo e não meros acessórios de moda. As parcerias da Melissa com a Zaha Hadid, Irmãos Campana, Karim Rashid e Vivienne Westwood são provas que o dinheiro que seria pulverizado em anúncios na Veja, IstoÉ, Globo ou Record pode ser melhor aplicado e gerar mídia espontânea. Deu até no New York Times. Quanto custaria um anúncio ali? Rodrigo Leão, da Casa Darwin, que atende a Melissa falou bem:

– A audiência prefere gastar seu tempo no YouTube vendo um “sapo que peida as músicas de Kurt Cobain” do que esperando a novela começar.

Vicente

NBC08 – segundo dia

Hoje foi um pouco mais dinâmico do que ontem. Falou-se muito mais das novas maneiras de atingir a audiência atual. Houve uma mesa redonda com jovens da periferia de São Paulo, que contaram seus hábitos na internet e com novas mídias. Resumo: eles usam a internet em lan-houses. Gastam dinheiro mas se sentem ignorados pelas marcas. Tim Festival, Skol Beats, marcas que eles consomem, fazem eventos para a elite. A classe C desponta mas está desapontada com as marcas.

O jovem brasileiro é mais conectado em comunidades. Orkut é indispensável para a grande maioria. A vida não funcionaria sem a internet.

Tim Lucas da TWRAmericas com os jovens da periferia de São Paulo

Falou-se também da dificuldade das empresas em iniciar o diálogo com o consumidor por medo das opiniões que vão receber. Oras, se a empresa tem medo da crítica, é porque não confiam em seus serviços. Mas melhor trazer o diálogo para seu entorno e moderá-lo, dar respostas, engajar do que ficar sentado vendo o tempo passar.

Um caso clássico foi um vídeo do YouTube que um cliente da Comcast (a NET americana) fez do técnico da empresa dormindo no sofá de sua casa enquanto esperava na linha para falar com o suporte no 0800. Hilário. Mostrou como sofremos na mão desta gente. Tem mais views no YouTube do que qualquer comercial da empresa. E isto há dois anos! No YouTube, a Comcast é aquela merda. Qual a reação deles? Escreveram um press release!!!! Bunch of nonsense!

Outra palestra interessante foi a de Richard Monturo, do BRIC Pop. Ele viajou durante dois meses por 40 cidades do Brasil, China, Índia e Rússia. Segundo ele, acabou aquela era em que as grandes agências do “mundo civilizado” ditavam como seria a comunicação no mundo “subdesenvolvido”. Geralmente olhados com “pena” pelos “brancos de Madison”, que faziam mensagens simples e fáceis de digerir porque “gente daqueles países não é tão culta como nós”. Bem, they were VERY wrong.

O que vem acontecendo por aqui é uma revolução na maneira da cultura se difundir pelo planeta. Serão os BRICS que terão as bandas cool, as marcas desejadas, os escritores lidos, as histórias que conseguem engajar. Veremos.

No final do dia, depois de muita informação para digerir, um último painel com todos os palestrantes. Perguntas da platéia. Discussão. Mas ficou no ar a pergunta: conseguiremos nós brasileiros “cut the bullshit”? As perguntas elaboradas, como se fossem para um Senador ou professor emérito de história confundem o estrangeiro (lembram da vergonhosa entrevista da Marília Gabriela com a Madonna?). Temos que ir direto ao assunto, fazer, por em prática. Quem anda na frente do trem tem o direito de errar pois nenhum caminho ou fórmula ainda foi traçado.

Painel com os “mestres