ParkShoppingBarigüi + FNAC + Livrarias Curitiba

Quem mora em Curitiba e costuma passar pelo ParkShoppingBarigüi vai notar, na galeria do ParkGourmet, fotos das cidades mais turísticas do planeta. Escolhemos as cidades de que mais gostamos e de onde temos guias publicados. Cada uma tem 3 dicas de lugares deliciosos para comer e, claro, a indicação de um dos guias para levar na mala.

Para quem está programando uma viagem, seja para Paris, Nova York, Londres ou Tóquio, basta descer até a FNAC ou a Livrarias Curitiba no próprio shopping, para comprar seu guia. Se curtir os painéis, tire uma foto e publique no Instagram com a hashtag #pulpedicoes que publicaremos em nosso feed. ;-)

No caso de não ir até o shopping ou de não morar em Curitiba, seguem as imagens dos painéis. E os guias podem ser comprados online na nossa LOJA VIRTUAL.

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Venha ao lançamento do Guia de Viagem de Alexandre Herchcovitch

EM SÃO PAULO, NA TERÇA-FEIRA, DIA 8 DE OUTUBRO, NA LIVRARIA DA VILA DA ALAMEDA LORENA, DAS 19H30 ÀS 21H30.

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OU EM CURITIBA, NA QUINTA-FEIRA, DIA 10 DE OUTUBRO, EM FRENTE À FNAC NO PARKSHOPPINGBARIGÜI, DAS 19H30 ÀS 22H.

CTBAPAR

_parte 3: Japão, caro? Caro é o Brasil!!!

Tá vendo o Guia Brasil ali no meio?

Sempre que falo que venho para o Japão, a primeira reação de muita gente sempre é arregalar os olhos e falar: nossa, mas o Japão é tão caro!

Bem, há verdades e verdades, não é mesmo? Por isso, comecemos pelo começo.

O primeiro custo é a passagem de avião, que sai quase o dobro do que ir para a Europa, já que o Japão fica duas vezes mais longe. Faz sentido, né? Só que quem é esperto, fica de olho e descobre que viajar via Estados Unidos é mais barato do que via Europa ou Oriente Médio. Isso porque, para passar por lá, é preciso de visto, tem que fazer imigração, etc. E há também muitos e muitos voos entre várias cidades americanas e Narita, aqui em Tóquio. Em abril, quando fechei minha passagem, vi uma oferta com a United, partindo do Rio de Janeiro, por R$ 1.900. Sim, R$ 1.900 o trajeto Rio-Newark-Los Angeles-Tóquio ida e volta. Mas o mais normal é pagar algo em torno dos R$ 2.500. Parcelando em 5 vezes com a Emirates, fica R$ 500 por mês.

Depois tem o custo do hotel. Nisso, Tóquio é bem mais barata do que Nova York, Rio ou São Paulo. Escolhi um hotel legal e bem localizado, no coração de Shibuya. Já fiquei numa caixa de sapatos em Shinjuku por US$ 100 por dia e quase morri sufocado, por isso dessa vez gastei R$ 350 por dia (se viesse com alguém o preço para duas pessoas era o mesmo) e tenho um quarto de bom tamanho, com uma vista incrível da cidade e estou, literalmente, no coração da muvuca japonesa. A porta do elevador abre e pronto! Acaba que gasto bem pouco com transporte. Detalhe que havia outras ofertas aqui em volta, mas preferi dar uma esbanjadinha para ter wifi e café da manhã incluídos. Quero ver você encontrar algo assim em Ipanema.

Vista do meu quarto, no 24º andar!

O aeroporto de Narita fica bem longe do centro da cidade. São cerca de 100 km. Peguei um trem expresso, que leva 1 hora para chegar até Shibuya. Paguei R$ 50 cada perna, em uma oferta para turistas estrangeiros. O total do bilhete foi R$ 143, mas inclui a ida, a volta e mais R$ 43 em créditos em um cartão magnético chamado Suica, que dá para usar no metrô, ônibus e em várias lojas. Sabem quanto é a corrida de táxi até o Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba? R$ 80, pelo menos. E de Guarulhos até os Jardins? Nem te conto para você não ter um choque.

Quase não andei de metrô, pois gosto de caminhar. Mas o preço de um trajeto razoável é R$ 6. Os valores vão conforme a distância viajada. São bem lógicos esses japoneses. O que é um pouco caro é o táxi. Teve uma hora em que meu pés estavam doendo, de tanto caminhar. Resolvi que iria esbajar num táxi. Rodei uns 20 minutos e a corrida foi R$ 45. Não sei se teria custado muito menos em Sampa.

Quando dá sede, as várias vending machines têm latinhas de Coca-Cola a R$ 3 cada. Mas nas lojas de desconto, que estão por toda a parte, a latinha de refrigerante custa R$ 1,50.

Ontem, almocei com uma amiga em um restaurante de lamen (sopas e caldos) em pleno Roppongi Hills, que seria o Shopping Cidade Jardim daqui. Dois bowls de sopa, sendo que um era com arroz, frango e ovo, além de chá Oolong gelado à vontade saiu R$ 26. Isso que aqui não tem que pagar nem serviço nem dar gorjeta.

Jantei várias vezes em um restaurante de sushi onde tomei saquê gelado e pedi os sushis de toru, que é a parte gorda e saborosa do atum. Comi bem, sem economizar e gastei R$ 28 no dia em que mais comi.

No Starbucks, um café latte tall com um sanduíche BLT (bacon, alface e tomate) custa R$ 20.

Tá gostando? ;-)

As vitrines dos restaurantes têm modelos dos pratos feitos de cera, com os preços as ofertas!

Depois teve umas e outras compras, já que ninguém é de ferro e Tóquio é um dos lugares mais incríveis do planeta para fazer compras. Fui na livraria mais legal daqui, a T-Site e comprei vários livros e revistas. Saí carregado da loja e gastei R$ 200. Se tivesse comprado a mesma quantidade de livros e revistas na Livraria da Vila, na Cultura ou na FNAC teria gasto bem mais, com certeza. Pena que os livros são em japonês.

Uma calça jeans legal na Uniqlo custa R$ 90 e fazem a barra de graça, na loja, em 30 minutos.

Comprei também um pullover de lã bem bonito em uma loja super cool, a Graniph. Custou R$ 100. Ainda me deram uma camiseta de presente.

E assim vai… Então, fazendo as contas, não é assim tão caro passar uns dias aqui em Tóquio. Com a diferença que, por valores mais interessantes do que os que a gente gasta todos os dias em Curitiba, Porto Alegre, Rio ou São Paulo, aqui no Japão tudo é de alta qualidade, o serviço é impecável, a limpeza incrível e tratam o cliente como rei. Tá na hora da gente acordar para o custo Brasil, gente. Na terrinha, a gente paga caro e recebe porcaria e descaso em troca.

_parte 1: Entrando na Twilight Zone

Perdi noção das horas. Meu corpo já não sabe mais se as 11 horas do relógio são da manhã ou da noite. Dentro do avião está escuro e tem até estrelinhas brilhando no teto, mas dá para ver pelas frestas das janelas que o sol brilha lá fora. Uma olhada na tela da minha frente diz que estamos sobrevoando a fronteira entre o Chade e o Sudão. Se tivéssemos que fazer um pouso forçado, será que iriam me levar para o Sheraton Khartoum? Fisicamente, queria me jogar em uma cama macia, de lençóis brancos e cheia de travesseiros. Não sem antes tomar um longo banho para lavar os meus cabelos, que nunca estiveram tão oleosos.

Só que ainda estou no meio da jornada entre Curitiba e Tóquio. Faltam as três horas de voo até Dubai, algumas horas perambulando pelo terminal no melhor estilo zumbi pós-moderno e 9 horas de voo até Narita, no impressionante Airbus A380.

Acho inacreditável e ainda fico surpreso com a possibilidade de entrar em um avião no Rio de Janeiro e, 14 horas e 7 fusos-horários depois, ser despejado em um terminal futurista no coração do Oriente Médio. O corpo viaja mais rápido do que a alma.

Já comi, já dormi, já assisti a todos os episódios da primeira temporada de 2 Broke Girls, já caminhei várias vezes até a fileira 21 (estou na 47, perto do rabo) e não consigo escolher um filme para assistir devido à enorme oferta. São mais de 1.500 programas, entre filmes, séries de TV, documentários, podcasts e jogos. Trouxe um livro, mas estou muito cansado para ler letras e tentar fazer sentido do escritor Haruki Murakami, em espanhol.

Por isso resolvi escrever, antes que sirvam nosso jantar, ou almoço, ou café da manhã, dependendo de qual relógio eu olhar. O meu, que ainda está no horário do Brasil, o do avião, que mostra o horário do sudanês ou o do destino. Isso sem contar que em Tóquio as pessoas já estão indo dormir, pois o sábado lá já acabou. O meu não existiu.

É a primeira vez que voo de Emirates depois de 6 anos. Houve uma época em que voo da Emirates para mim era mais fácil do que pegar táxi. Dubai-Londres, Sydney-Dubai, Malta-Trípoli, Hong Kong-Bangkok, Dubai-Nova York. Eu conhecia cada compartimento, cada barulho, cada tipo de avião. E a empresa continua impressionando. Fico chocado com o tamanho da tela de TV pessoal, com a iluminação da cabine, que simula tanto o nascer quanto o por do sol. A atenção do pessoal de cabine, a qualidade da comida, a oferta de bebidas e até com o conforto do assento (leia-se conforto com várias aspas, em se tratando de classe econômica).

Bem, chegou a hora de escolher entre o tajine marroquino de cordeiro ou o frango com feijão preto. Por hora é isso. Quando puder, escrevo mais.