Sexta-Feira 13

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Hoje. Uma sexta-feira 13. Não poderia passar sem algum comentário. A primeira coisa que vem a cabeça é: Por que uma sexta-feira 13? Poderia ser, sei lá, uma quarta 22.

12 é um considerado um número completo. Foram 12 apóstolos, 12 casas (signos) do zodíaco, 12 meses no ano e por aí vai. Já 13 não. O 13 é do mal. Um número primo, só é divisível por 1 e por ele mesmo, muito egoísta.

Se você, leitor, se recordar, vai lembrar que na última ceia, Jesus estava sentado a mesa com mais 12 pessoas (13 com ele), e lembrará o que aconteceu depois.

Se pesquisar, vai descobrir que a Ordem dos Templários (Dan Brown criou um romance que fez sucesso falando sobre os cavaleiros templários) começou a ser perseguida justamente em uma sexta-feira 13. Logo após serem declarados oficialmente ilegais foram executados por heresia.

Vai ver também que Jesus Cristo, se considerarmos o calendário vigente da época, foi crucificado em uma sexta-feira 13.

É, dá pra perceber que praticamente o surgimento dessa crença é católica. O engraçado é que o ícone da sexta-feira 13 não é nada católico. (pelo menos em uma análise superficial)

Falando Jason Voorhees, hoje também estréia o remake do filme Sexta-Feira 13. Uma ação na internet para divulgar o filme que vale a pena conferir é o site Travel With Us.

Fábio Miranda

Comerciais que valem a pena

A companhia telefônica T-Mobile montou uma ação na Liverpool Street Station em Londres misturando um pouco do clipe de “Praise” do Fat Boy Slim e flash mob. No meio da tarde, a estação de trem transformou-se em uma pista de dança. Alguns dançarinos foram contratados para gerar “volume” mas quem passava por perto também entrou na dança. A mídia espontânea que esta ação gerou vale muitíssimo mais do que qualquer espaço no horário nobre.

Deu na Gazeta

As fachadas do Shopping Curitiba estão sendo usadas para passar mensagens positivas aos curitibanos e exaltar as coisas boas do dia-a-dia na cidade. O objetivo da ação, criada pela agência Pulp, é tornar a fachada um grande outdoor, mas não para produtos e sim, um “estilo de vida”. Este tipo de comunicação é uma tendência mundial, mas a ideia também tem uma referência brasileira: José Datrino, ou o Profeta Gentileza, tornou-se uma figura popular no Rio de Janeiro, na década de 80, por escrever mensagens positivas e peculiares em lugares inusitados, como em pilastras de viadutos.

Seção Mídia e Marketing da Gazeta do Povo do dia 16Jan09

É hora de contar vantagem!

Na semana passada eu estava em Paris e fui visitar uma loja super cool, que se compara à famosa Colette. Ela se chama LE66 e fica em uma galeria da Champs Elysées. Em uma das mesas de interesses da loja (igual as que fizemos para a Bazaar) vi um par de sapatos de salto alto para bebês e tive que comprar para a Luiza, filha da Pati. Assim ela vai poder ser uma fashion victim desde cedo.

O melhor de tudo foi ter feito a descoberta e dado o presente antes da notícia sair na Veja desta semana. E isso comprova mais uma vez as antenas alertas da Pulp.

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E toda esta história de mulheres e saltos altos me fez lembrar de um anúncio muito bacana que vi hoje cedo, vindo de nosso coolhunter de Barcelona.

Ele foi visto mais de 1 milhão de vezes no YouTube, o que comprova que comerciais com boas idéias continuarão sendo populares nas novas mídias!

Plinking, Tesarac e Nexialismo

Gente, desculpa! Escrevi este post logo após o Forum de Marketing e esqueci de publicar. Estava nos rascunhos.

Aqui vão as explicações dos termos:

1) plinking é a habilidade que a TV Digital ou pela internet dão ao espectador. Qualquer item visto no filme, novela ou seriado pode ser “comprado”. Basta colocar o mouse sobre o vestido da atriz, por exemplo, para saber de que marca é quanto custa, onde comprar ou comprar online. Pode servir também apenas para passar mais informações sobre o que se vê. Um mouse na mão e um cartão de crédito na “cabeça”.

2) tesarac é como se chama um período em que as velhas regras, conceitos e idéias já não servem mais para a atualidade mas as novas soluções ainda não estão em prática pois ainda não foram elaboradas. Em resumo, é quando o mundo anda mais rápido do que a gente consegue acompanhar. Aconteceu no Renascimento, depois na Revolução Industrial e acontece agora. Segundo Walter Longo, se a indústria automobilística tivesse evoluído na velocidade da indústria da telecomunicação, uma Mercedes Benz hoje custaria U$ 0,25 e andaria na velocidade da luz.

3) nexialismo é a tendência que se contrapões ao especialistas. Nos dias de hoje, um especialista se limita a opinar sobre um tema. Os nexialistas são generalistas, que não dão as respostas mas buscam encontrar o nexo nas informações. Algo parecido com a Pulp. São pessoas bem informadas e antenadas que apresentam um pouco de ordem no caos. A partir disto fica mais fácil buscar soluções.

E as crianças?

Um livro recém-lançado nos EUA fala sobre as crianças que cresceram na era digital. Chama-se “Grown Up Digital: How The Net Generation is Changing Your World” de Don Tapscott. É o mesmo autor do bestseller de 1997 chamado de “Growing Up Digital”. Este segundo é a continuação do primeiro, afinal já faz 11 anos e as crianças cresceram.

Segundo ele, existem oito normas que estes jovens seguem e que devem ser observadas tanto por empresas de comunicação quando fabricantes de produtos e até mesmo empresas nas quais eles vão trabalhar. As normas são:

1- valorizam liberdade e escolha em tudo o que fazem

2- adoram customizar e personalizar

3- tudo o que vêem, lêem e escutam é verificado e pesquisado (no Google principalmente)

4- exigem integridade e transparência, inclusive quando decidem o que comprar e onde trabalhar

5- querem entretenimento e diversão no local de trabalho, estudo e vida social

6- adoram colaborar

7- esperam que tudo aconteca muito rápido

8- esperam inovação constante em tudo

Isto me lembra a palestra de Tim Brown, da IDEO, no TED, que fala que o mundo adulto precisa voltar a ser “criança” afim de enfrentar os desafios da era digital. Crianças não pensam quinze vezes, não têm vergonha de expressar suas idéias e são altamente criativas.

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fonte: The Economist

O futuro da propaganda na TV

Lembra da época em que um anúncio na Novela das 8 ou no Jornal Nacional atingia 90% da audiência? Bem, acabou faz tempo. E com a difusão da TV digital, onde os programas serão gravados em um HD para serem assistidos mais tarde, com FFW total nos anúncios, parece loucura investir dinheiro nesta mídia.

Mas um estudo o Boston College mostrou que, quando o telespectador faz FFW durante os comerciais, ele presta atenção na tela, para ver quando é hora de apertar o play outra vez. Muitos identificam os comerciais e os assistem em FFW, pegando informações subliminares.

Pronto, encontraram uma solução. É só produzir anúncios que façam sentido quando vistos em FFW, sem som, claro. Se a marca estiver no centro da tela, a eficácia é perfeita.

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Save the best for last

No Forum de Marketing de Curitiba 2008, Walter Longo foi o último a falar. Que bom, assim deram 15 minutos extras para ele terminar. Se ele ficasse falando até as nove acredito que muita gente teria ficado para ouvir. O cara é o Cara.

Ele usou um conceito pulpsalsa para a sua palestra. Foi ilustrando seus conceitos com imagens e cases de ações diferenciadas que estão explodindo mundo afora. E introduziu termos novos no meu vocabulário como Plinking, Tesarac e nexialismo.

Mas hoje estou cansado depois de absorver tanta informação. E ainda tenho um casamento, onde vou estreiar o meu terno novo. Aproveito para fazer um teste e ver quanta gente realmente lê este blog. Se quiser saber o que é plinking, tesarac ou nexialismo; antes de buscar no Google, deixe um comentário aqui que eu prometo esmiuçar os conceitos.

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By the way, se você não deixar comentário e for pro Google, é esta foto que tem lá para descrever tesarac.

O branding inspirador de Ricardo Guimarães

Este sim um verdadeiro guru por ter um discurso altamente inspirador. O que ele falou deve ter chocado muitos CEOs e gerentes no teatro.

O mundo mudou.

Tudo o que a gente aprendeu na Universidade não vale mais, por isso perdemos parte da autoridade.

Vivemos em uma cama elástica. O pulo de uma pessoa afeta o balanço de todas as outras. Precisamos estar constantemente nos equilibrando para não caírmos.

A comunicação transformou-se em interação.

A inovação só nasce através da crítica. Deixe que os consumidores te critiquem. É o melhor presente que eles podem te dar!

O discurso dele está bem em sintonia com o pessoal do NBC 08 em São Paulo.

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Rafael Sampaio?

Peço mil desculpas pelo indecoro mas não entendi a fala do Rafael Sampaio no Forum de Marketing 2008. Na verdade, acho que nem todo mundo prestou atenção. Ele apenas leu a enormidade de letras, regras e bullet points que tinha preparadao. Nada contra ele, mas me pareceu que sua fala era totalmente microsoft em uma era google. Nada a ver com o que ele escreve no blog dele ou na revista About, que por sinal vale a pena ler.

Tudo bem que a ABA protege os interesses dos anunciantes. Mas acho que ela precisa de uma metamorfose para sobreviver o Google, o iPhone, o Twitter, o Facebook, o Orkut etc. Isto sim seria proteger os interesses dos anunciantes. Qual a eficiência dos 30 segundos na hora da novela?

Talvez a melhor palavra para ser usada seja AINDA. Os anúncios convencionais AINDA são feitos. Alguns são eficazes. Muitos são desperdício de “marketing dollars”, como diria o vovô Kotler. AINDA há um mix de distribuição de verbas entre as mídias tradicionais e as digitais. Mas agora vamos aos hard facts:

2008: Na Suécia os gastos em publicidade convencional são bem menores do que os da internet.

2009: o mesmo acontecerá no Reino Unido.

Será que AINDA dá para ficar fazendo APENAS anúncios para o horário nobre? Lembrem-se do caso da italiana Olivetti, que quase morreu. A empresa acreditava que produzia as melhores máquinas de escrever do mundo. Acreditou tanto e aprimorou tanto que, no dia que a última máquina de escrever foi sepultada eles quase foram juntos para a cova.

Outra história é a da Kodak, que levou todos aqueles laboratórios de revelar negativos em 1 hora que tinham na Europa e nos EUA para a China acreditando que lá o mercado, que seria mais “atrasado”, daria para eles enormes lucros. Nem preciso dizer que as tais máquinas devem ter virado lixo industrial em Chongqing.

Deixo as perguntas no ar…

e Rafael, desculpa a crítica. Você é muito mais do que a sua palestra!!!

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Cartões de visita com conteúdo

Somos viciados em conteúdo. Tanto que nossos cartões de visita vêm com dicas selecionadas no verso. Sempre fazemos poucos cartões para podermos mudar sempre. A cada reunião, deixamos com as pessoas um pouco do que gostamos.

Desta vez cada um de nós três escolheu o tema de seu cartão. Eu escolhi 5 livros imperdíveis. A Fer escolheu 5 mercados bacanas ao redor do mundo e a Pati indicou as 6 comidas de rua que ela mais gosta.

Curioso? Marque uma reunião com a gente!

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Senta que lá vem a história

Contar histórias é o que a gente mais gosta de fazer. Quanto a conta de uma loja infantil que estava mudando de nome caiu em nossas mãos, aproveitamos para fazer um livrinho de histórias. Direcionado para crianças, o livro explica como o ursinho Peek-a-Boo chegou até o seu novo lar. O livro foi encartado na TopView e distribuído na saída de escolas.

As bolsas das Havaianas


Não é super novidade mas pouca gente sabe que, logo logo, as Havaianas vão sair dos pés. A tira icônica da sandália mais vendida no Brasil e exportada para mais de 80 países virou acessório de bolsas coloridas. Elas estarão presentes em todas as praias e piscinas brasileiras no verão. Quem apresentou as fotos das novas bolsas bem como as peças gráficas que irão para a mídia nas próximas semanas foi Cíntia Gonçalves, gerente de atendimento da ALMAP BBDO. Parte do evento NBC08, no dia aberto aos futuros alunos de Comunicação do Senac, o case da Melissa foi apresentado.

Baseado muito em anúncios de TV e print, as campanhas das Havaianas ainda não migraram para as novas mídias. Segundo Cíntia, o que foi feito até hoje funcionou. Realmente, as Havaianas conseguiram ser criativas em dois meios bem batidos. Mas já está mais do que na hora de inovar, não é mesmo?

O case da Melissa, apresentado logo em seguida, matou a pau. Esta sim é uma marca que cria objetos de desejo e não meros acessórios de moda. As parcerias da Melissa com a Zaha Hadid, Irmãos Campana, Karim Rashid e Vivienne Westwood são provas que o dinheiro que seria pulverizado em anúncios na Veja, IstoÉ, Globo ou Record pode ser melhor aplicado e gerar mídia espontânea. Deu até no New York Times. Quanto custaria um anúncio ali? Rodrigo Leão, da Casa Darwin, que atende a Melissa falou bem:

– A audiência prefere gastar seu tempo no YouTube vendo um “sapo que peida as músicas de Kurt Cobain” do que esperando a novela começar.

Vicente

NBC08 – segundo dia

Hoje foi um pouco mais dinâmico do que ontem. Falou-se muito mais das novas maneiras de atingir a audiência atual. Houve uma mesa redonda com jovens da periferia de São Paulo, que contaram seus hábitos na internet e com novas mídias. Resumo: eles usam a internet em lan-houses. Gastam dinheiro mas se sentem ignorados pelas marcas. Tim Festival, Skol Beats, marcas que eles consomem, fazem eventos para a elite. A classe C desponta mas está desapontada com as marcas.

O jovem brasileiro é mais conectado em comunidades. Orkut é indispensável para a grande maioria. A vida não funcionaria sem a internet.

Tim Lucas da TWRAmericas com os jovens da periferia de São Paulo

Falou-se também da dificuldade das empresas em iniciar o diálogo com o consumidor por medo das opiniões que vão receber. Oras, se a empresa tem medo da crítica, é porque não confiam em seus serviços. Mas melhor trazer o diálogo para seu entorno e moderá-lo, dar respostas, engajar do que ficar sentado vendo o tempo passar.

Um caso clássico foi um vídeo do YouTube que um cliente da Comcast (a NET americana) fez do técnico da empresa dormindo no sofá de sua casa enquanto esperava na linha para falar com o suporte no 0800. Hilário. Mostrou como sofremos na mão desta gente. Tem mais views no YouTube do que qualquer comercial da empresa. E isto há dois anos! No YouTube, a Comcast é aquela merda. Qual a reação deles? Escreveram um press release!!!! Bunch of nonsense!

Outra palestra interessante foi a de Richard Monturo, do BRIC Pop. Ele viajou durante dois meses por 40 cidades do Brasil, China, Índia e Rússia. Segundo ele, acabou aquela era em que as grandes agências do “mundo civilizado” ditavam como seria a comunicação no mundo “subdesenvolvido”. Geralmente olhados com “pena” pelos “brancos de Madison”, que faziam mensagens simples e fáceis de digerir porque “gente daqueles países não é tão culta como nós”. Bem, they were VERY wrong.

O que vem acontecendo por aqui é uma revolução na maneira da cultura se difundir pelo planeta. Serão os BRICS que terão as bandas cool, as marcas desejadas, os escritores lidos, as histórias que conseguem engajar. Veremos.

No final do dia, depois de muita informação para digerir, um último painel com todos os palestrantes. Perguntas da platéia. Discussão. Mas ficou no ar a pergunta: conseguiremos nós brasileiros “cut the bullshit”? As perguntas elaboradas, como se fossem para um Senador ou professor emérito de história confundem o estrangeiro (lembram da vergonhosa entrevista da Marília Gabriela com a Madonna?). Temos que ir direto ao assunto, fazer, por em prática. Quem anda na frente do trem tem o direito de errar pois nenhum caminho ou fórmula ainda foi traçado.

Painel com os “mestres

Quem precisa de mais de 140 caracteres para dar uma notícia?

Ontem eu estava vendo Manhattan Connection e uma jornalista estava falando sobre a campanha online dos candidatos à presidência americana. Nós dissecamos a campanha americana na internet e realmente foi muito bacana a maneira que os candidatos usaram o meio. Mas esta frase dela resume tudo: Quem precisa de mais de 140 caracteres para dar uma notícia? Ela estava se referindo ao número de caracteres que é possível usar num post do Twitter. Algumas das decisões mais importantes durante a campanha de Obama foram dadas em primeiro lugar do Twitter. Não que houvesse alguma depreciação em relação aos outros meios. Simplesmente milhares de eleitores, formadores de opinião e jornalistas ficavam sabendo na hora tudo o que estava acontecendo. Patipapp