Voos diurnos, I love them!

Prezado leitor,

Bom dia, tudo bem? Acabei de acordar, aqui em Nova York. Vim para ver amigos, me divertir, mas também para dar os últimos retoques na nova edição do Minha Nova York, de Didi Wagner, que vai para a 3a impressão.

Pois bem, peguei um voo que saiu de Guarulhos às 9 da manhã e chegou aqui às 6 da tarde. Maravilhoso! Resolvi escrever e contar como eu gosto desses voos pois tem gente que acha um absurdo passar um dia das férias/feriado dentro de um avião.

O que mais gosto nesses voos é que não é preciso dormir. Nos voos que saem à noite e viajam toda a madrugada, nos despejando em salões de imigração com dores nas costas, remelas nos olhos e olheiras estragam o primeiro dia de viagem. Depois a gente chega no hotel e não pode fazer check-in porque o quarto fica pronto só no meio da tarde.

Ontem eu acordei bem cedinho, fui para o aeroporto e vim trabalhando com meu laptop. Vi um filme, tomei um vinhozinho, dei uma cochilada e quando me dei conta, estávamos aterrissando em JFK.

Tanto Guarulhos quanto JFK estavam vazios, sem filas, empurra-empurra e espera na imigração. Uma hora depois de pousar eu já estava fazendo check-in no hotel. O quarto estava pronto, claro. Tomei um banho e fui jantar. Quando deu meia-noite eu estava cansado, vim dormir. Dormi bem, pois era noite e agora acordei com a corda toda.

Outra coisa que um voo diurno faz, é dar a sensação de que moro muito perto de Nova York. Imaginem que acordei na minha cama, tomei café da manhã na minha cozinha, trabalhei à tarde toda como se estivesse no escritório e, às 6 da tarde estava em um táxi, cruzando a Brooklyn Bridge.

Se tivesse escolhido um voo noturno, teria ficado mais tempo no aeroporto, teria dormido mal, teria ficado mais tempo em filas e chegaria aqui acabado (voo de classe econômica, ok?). Passaria o dia todo bebendo galões do Starbucks e Coca Cola para ter cafeína no sangue…

Bem, resumo da ópera. Se for pedir meu conselho, digo que viaje em voos diurnos. Mas se a opção for somente à noite, não diga não, afinal, oportunidades de viagem não aceitam desaforos!

Agora vou parar de escrever pois Nova York me espera! Bom fim de semana para todos!

V

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O dólar subiu. E como ficam as férias?

Desde que o dólar passou dos R$ 2, tenho lido inúmeras matérias que dizem que o fluxo de turistas brasileiros para o exterior vai despencar e que chegou a vez do turismo no Brasil.

Bem, tenho minhas dúvidas.

Há dois ou três anos, o dólar custava ainda mais do que R$ 2 e os voos para Miami, Nova York, Buenos Aires e Europa estavam lotados. As pessoas faziam enxovais de bebê na Flórida e passavam o Réveillon em Paris como nunca.

Ao mesmo tempo, viajar dentro do Brasil era caro. Por mais que haja muitas ofertas de passagens aéreas, bons hotéis e restaurantes do Oiapoque ao Chuí têm preços elevados. Já tentou ver quanto sai um pacote para Fernando de Noronha? E quanto custa a diária de um hotel básico em Ipanema? Já foi jantar no Spot, em São Paulo?

Mesmo com o dólar mais alto, estes preços não vão mudar, já que pagamos em reais (e no mercado do turismo de luxo, vários preços são indexados em dólar). E a diferença de valores com os custos de viagens para o exterior ainda permanece alta. Um tênis em Miami custa bem menos do que em Cuiabá, assim como vários outros produtos que a gente adora. Em Paris, é possível encontrar hotéis com diárias ao redor de 80 euros. Quero ver quem vai ficar em um hotel de R$ 180 no centro de São Paulo. Até o Ibis custa mais do que isso.

Por isso, se você tem vontade de ir para o exterior, não se desespere nem desista dos seus planos. Siga em frente, mas siga também algumas dicas para tentar economizar os 20% de diferença entre o dólar de R$ 1,70 e o de R$ 2,10.

• manere nas compras. Traga o que realmente gostar, sem ir para a “gula” consumista.

• procure usar mais transporte público e andar a pé do que pegar táxis.

• tente reservar hotéis que ofereçam o café da manhã incluso na diária.

• na hora do almoço, escolha os menus do dia, que geralmente têm valores mais interessantes do que à la carte.

• vários museus e atrações oferecem entrada grátis em alguns dias do mês ou da semana.

• se for visitar muitos museus (em Nova York, Paris etc), compre um daqueles cartões de vista à cidade em que por um valor único, você pode entrar em vários.

• tente não usar o cartão de crédito.

• ao invés de levar dinheiro vivo, prefira os cartões Visa Travel Money, já que o IOF deles é mais baixo do que o do cartão de crédito e você não vai precisar ir a casas de câmbio, que sempre ficam com um percentual do seu dinheiro.

• organize um orçamento diário para a viagem e mantenha controle dos gastos.

• se beber, não vá às compras. ;-)

Várias outras dicas interessantes de como viajar sem estresse estão no guia que escrevi, chamado Manual de Viagem. Check it out!

MAIS DICAS!!!

Passei o resto da tarde pensando em outras dicas e me veio a cabeça o seguinte:

• não atenda ligações no celular nem faça chamadas ou use a internet no 3G. Prefira os spots Wi-Fi gratuitos em cafés, bares, hotéis e restaurantes.

• na Espanha, França e Itália, peça o café, suco ou água no bar e consuma ali, em pé. Sai mais barato do que sentado na mesa.

• na Inglaterra, quando for a um Starbucks, Pret a Manger e lugares assim, diga que é take away, pois cobra-se uma taxa para comer no restaurante (dine in).
• compre água, bebidas e comidinhas em supermercados para fazer lanches durante o dia.
Se lembrar de mais coisas, volto a escrever! ;-)

Manual de Viagem: reserva de hotéis com a Tablet

Existem centenas de sites de reservas de hotéis. Mas claro que a gente sempre acaba preferindo um ou outro. Eu, por exemplo, adoro o Tablet Hotels. Porque? Por que eles têm uma seleção super eclética de hotéis, com preços que vão do econômico ao extravagante. Quando quero saber de novidades em Paris, Nova York ou qualquer outra grande cidade, sempre dou uma olhadinha no site deles para ver o que tem de novo.

Outra coisa bacana é que a Tablet sempre manda informações legais, tem uma trilha sonora diferente para baixar e quem quiser fazer parte do Tablet Plus, recebe regalias em vários hotéis e uma revista bem bacana. Recomendo!

Manual de Viagem: moedas

Hoje escrevo para contar uma curiosidade, que acho bastante interessante. É sobre moedas dos diferentes países. Desde pequeno eu tenho coleção de notas e moedas. Sempre que viajo para um lugar diferente eu trago algumas novidades. Imaginem que tenho florins holandeses, francos franceses, liras italianas, pesetas espanholas e até dracmas gregos, que já não existem mais.

Mas na verdade comecei o assunto porque queria contar que há bem pouco tempo, dois países lançaram símbolos novos para as suas moedas. O dólar é conhecido de todos, com o cifrão $ inconfundível. Ele também é adotado por várias outras moedas, como o nosso Real, no símbolo R$. O euro, a libra esterlina e o iene japonês tem cada um seu símbolo e, por serem moedas fortes há anos, muita gente os conhece.

Só que dois países emergentes, a Índia e a Turquia, resolveram que gostariam de criar um símbolo único para suas moedas. Um concurso nacional foi feito em cada país e os símbolos eleitos agora fazem parte do dia a dia de indianos e turcos. Quem estiver a caminho de Mumbai ou Istambul vai se deparar com eles. Não estranhe…

 NOVO SÍMBOLO DA RÚPIA INDIANA

 NOVO SÍMBOLO DA LIRA TURCA

Documentação para viajar: passaporte

Para cruzar fronteiras, é preciso ter documentos. Ao planejar uma viagem, leve em conta o tempo que leva para fazer o passaporte e os vistos, se necessários, a tempo.

Para viagens internacionais, o passaporte deve ter, pelo menos, 6 meses de validade. Isso quer dizer que, se você for amanhã para a Europa, deverá ter um passaporte que expire, ao menos, daqui a 6 meses.

Para solicitar um passaporte ou renovar o que você já tem, pode levar tempo, já que agora há um sistema de agendamento automático na Polícia Federal. Em épocas de muita procura, pode tardar até 2 meses para conseguir um agendamento. Não deixe para a última hora. Se o teu passaporte está para vencer daqui a 6 meses, marque sua renovação hoje mesmo.

Lembre-se que para viajar para os países da América do Sul (menos para as Guianas), basta levar o RG, que deve estar em bom estado de conservação. Mas prefira o passaporte.

Muito mais informações sobre como requerer o passaporte, quais países pedem vistos, como se preparar para ir à Europa etc estão no guia Manual de Viagem.

Vicente Frare, autor do guia Manual de Viagem, dá dicas de como fazer check-in no programa Ver Mais.

Para muitas pessoas que vão pegar um avião pela primeira vez, a hora de ir ao aeroporto e fazer o check-in pode parecer muito complicada. Vicente Frare foi entrevistado pelo programa Ver Mais, da RIC, e mostrou para todos como é simples chegar ao aeroporto, fazer o check-in, despachar as malas e ir para o portão de embarque. Vamos votar para ele ser o novo garoto propaganda da Gol? ;-)

Nessas horas, muita calma.

Amanhã cedo eu (Vicente) embarco em mais uma viagem. Dessa vez foi um convite da minha mãe, que faz aniversário no dia 24 e queria comemorar de uma maneira diferente. Ela convidou meu pai, meu irmão, alguns tios e eu para passarmos 1 semana dentro de um barco na Croácia. Claro que topei na hora pois 1) adoro viajar, 2) e quem recusa uma viagem “boca livre” e 3) aniversário da mãe é aniversário da mãe, né?

Acontece que há uma semana a Air France (sim, vou de Air France enquanto todo mundo vai de TAM, sou “do contra”) está com o pessoal da manutenção em greve e vários dos voos para o Brasil estão atrasando muito ou estão sendo cancelados. A apreensão de não chegar em Split a tempo de zarpar aumenta a cada hora. Entro no site da AF de hora em hora para ver como estão os horários dos voos. Bem, até agora parece que tá tudo bem. Pelo menos o avião que vai fazer o meu voo está programado para sair de Paris daqui a pouco.

Mas, como tudo nessa vida é complexo, os comissários da AF anunciaram que vão entrar em greve entre os dias 29 de julho e 1 de agosto. Adivinhem que dia eu volto? 31 de julho, bem no meio da greve. Daí já tentei ver se dá para voltar de TAM, Lufthansa, TAP, Iberia, Swiss, Alitalia ou o que quer que seja. Niente. Como é o auge da alta estação, todos os voos estão lotados. Então, resolvi relaxar. Se tiver que esperar horas a fio em um aeroporto, que assim seja. Afinal, não ensino para todo mundo no Manual de Viagem que imprevistos acontecem? Para me distrair, vou ficar postando novidades via Facebook ou Twitter (@vfrare).

Só que o mais engraçado é que eu não sou muito chegado em praias, navegação e barcos. Tanto que é a minha primeira vez dormindo em alto mar. E a última vez que passei mais de dois dias viajando junto com meus pais e meu irmão foi em 1982, quando fomos para a Disney pela primeira vez. Imaginem que minha mãe já veio me pedir para colocar as malas dela na minha cabine, já que vou ser o único em “single accommodation”. Já vi que meu quarto vai virar o depósito do povo, só porque sou solteiro.

Pois bem, vou tentar postar novidades durante a viagem. Senão, na volta eu conto como foi. Se demorar para escrever é porque fui jogado aos tubarões em alto mar…

Jô Soares entrevista Vicente Frare sobre o Manual de Viagem e outros livros da Pulp

Na semana passada, o Vicente foi para São Paulo para uma entrevista no Programa do Jô. Foi gravada para ir ao ar no fim de novembro ou começo de dezembro. Podem deixar que assim que nos confirmarem a data, a gente avisa.

A entrevista foi engraçada. Vicente contou um pouco das loucuras de Meg Ryan no hotel One Aldwych, quando se encontrava escondida com Russel Crowe. Quem abria a porta dos fundos para os “pombinhos” era o Vicente. Jô contou uma piada sobre uma mulher nua no corredor de um hotel. Discutiram sobre viagens, sobre Curitiba e sobre viajar com filhos.

Não precisamos nem contar que o Vicente estava bem nervoso. Ainda mais, quando sentou-se na cadeira, Jô falou que o achava parecido com o Ney Matogrosso. Deu uma desconcertada geral. Mas pelo menos a plateia riu da cara dele. Agora é só esperar que a entrevista vá ao ar. Enquanto isso, deixamos aqui um aperitivo, gravado na plateia, sem antes fazer uma comparação entre Vicente Frare e Ney Matogrosso.

Trabalhando na Gran Vía

A Gran Vía de Madri está completando 100 anos. Durante todo o ano, vários eventos e festas acontecerão (e já aconteceram) para festejar a rua mais famosa da capital espanhola. Encontrei esta foto tirada em um café em plena Gran Vía, no mês de abril, quando fui até a Espanha para um casamento. Estava finalizando o texto do livro Manual de Viagem. Nada melhor do que acabá-lo em grande estilo, com um cappuccino e um croissant. Na Gran Vía, por supuesto.

Manual de Viagem – mais um livro da Pulp

capa do livro Manal de Viagem | R$ 19,90

Finalmente foi para a gráfica mais um livro de viagens da Pulp. Dessa vez escrito por mim e falando sobre viagens para todas as pessoas. O Manual de Viagem é um guia prático para quem nunca viajou e para quem já viajou mas quer ir mais longe.

Foram seis meses de pesquisas e preparativos, inclusive duas viagens para testar o guia. Agora que ele está sendo impresso, é só esperar o dia do lançamento, que está marcado para 13 de agosto na FNAC do ParkShopping Barigui, em Curitiba.

Vicente