pelo prazer de ler – II

Tive pouquíssimas horas em Madri. Entre a chegada do voo do Brasil e a saída do trem para Barcelona. No meio da minha rápida caminhada, encontro esta livraria muito perto da Plaza Mayor. Estavam fechando para a hora da siesta. E eu fiquei de fora, sem poder entrar e mergulhar no universo dos livros antigos. Tirei a foto para não esquecer. E quero voltar para Madri com mais tempo para visitá-la.

pelo prazer de ler – I

Barcelona tem centenas de livrarias. Mesmo assim, novas lojas abrem a toda hora pois o mercado é grande. Na minha última visita à cidade, conheci a Bertrand, na Rambla Catalunya.

É um espaço enorme com prateleiras mais prateleiras de best sellers, livros de arte, corner infantil, cadeiras especiais para leitura e no fundo da loja, um paredão de vidro com um jardim. Um show! Bibliófilos enlouquecem.

O mais interessante de notar em Barcelona é que, apesar da população da Catalunha ser de mais ou menos 6 milhões de habitantes, existe um enorme mercado editoria de livros em catalão. Quase todos os títulos à venda podem ser encontrados em castelhano e catalão. O que diriam os 190 milhões de brasileiros?

Não deixe de visitar a Bertrand em sua próxima viagem a Barcelona (também tem em Madri)

Rambla de Catalunya 37

www.libreriasbertrand.es

O Grande Enigma

 

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Acontece nesta quarta-feira, dia 28, as 19h30, nas Livrarias Curitiba do ParkShopping Barigui, o lançamento do livro-arte O Grande Enigma, de Íris Bigarella.  A obra traduz em palavras e imagens, reflexões que aproximam o homem do entendimento de sua existência.  A proposta é estimular a reflexão em torno de questões essenciais: quem somos? de onde viemos? para onde vamos?  Para escrever a obra, a autora baseou-se na teoria do psiquiatra e pensador Carl Gustav Jung, com um desdobramento dos estudos da psique humana em viagens por alguns mitos.  Íris Koehler Bigarella é formada em Geografia, História e Antropologia.  Seus estudos abrangem ainda a psicologia analítica, a filosofia e a física quântica.  Para saber mais, acesse www.ograndeenigma.com.br

Referências de livros interessantes – Unicuritiba

Kjell Nordström: Funky Business
Thierry Kazazian: Haverá a Idade das Coisas Leves
Kevin Roberts: Lovemarks – O Futuro Além das Marcas
Chris Anderson:  A Cauda Longa
Malcolm Gladwell: O Ponto de Desequilíbrio
Dario Caldas: Observatório de Sinais
Seth Godin: Purple Cow
Rajendra Sisodia: Firms of Endearment
John Palfrey: Born Digital
Naomi Klein: No Logo
Jim Collins: Good to Great
Howard Gossage: The Book of Gossage

E a apresentação da palestra está disponível para baixar clicando aqui.

Lembramos que para acessar o pulpsalsa, o caminho é através do site www.pulpsalsa.com.br. O acesso via http://www.pulpideias.com.br é exclusivo para nossos clientes.

Obrigado

V, P, F

eu recomendo

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Alguém aí já leu “Os Homens que não amavam as mulheres”? Então acaba de sair a segunda edição da trilogia Millennium, chamada “A menina que brincava com fogo”. As obras são do escritor suéco Stieg Larsson. O cara escreveu três livros e morreu. Dizem que há um quarto escrito no seu computador, mas uma briga familiar impede a publicação. Em português só sairam os dois primeiros, mas o Vicente leu o terceiro em italiano e disse que é o melhor de todos. Sabe aqueles livros que você lê até quando para no sinaleiro, que te tira da cama mais cedo no domingo para você ler enquanto ainda tem silêncio em casa? Imperdível! A anti-heroína Lisbeth Salander é o máximo. Corra para a livraria mais próxima e prepare-se para fortes emoções. Ah, em junho lançam o filme. A trilogia é um fenômeno no mundo inteiro!

F.

Expert em assuntos da Índia

Eu estava reparando na pilha de livros que está se formando em meu quarto e me dei conta que a grande maioria deles são de escritores indianos ou sobre a Índia. Desde o “Tigre Branco”, “Sua resposta vale um bilhão”, “Seis suspeitos”, “Suíte Elefanta”e agora “Shantaram”. Aos poucos, estou aprendendo muito sobre como os indianos vêem o mundo e a si próprios.

Este último, o “Shantaram”, foi escrito por um australiano que fugiu da cadeia e foi morar em Mumbai. A história do cara é fascinante e o livro cheio de informações preciosas sobre o sub-mundo da cidade. O mais interessante é que ele foi preso algumas vezes, deportado para a Austrália e hoje ele viaja mundo afora contando sobre as suas aventuras. E o livro vai se transformar em filme. O cara tem um site e vale a pena dar uma olhada nele. www.shantaram.com

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Fora isso, vejo muitos filmes de Bollywood. Tenho uma grande coleção em casa e sempre recebo filmes novos dos meus amigos que moram em Dubai e em Nova Delhi. É bacana notar a evolução dos temas de cada produção.

Um amigo aqui de Curitiba que coleciona revistas Vogue sempre me encomenda a Vogue India quando eu viajo e aproveito para ler antes de entregar para ele.

Nossa coolhunter de Barcelona foi visitar a ARCO Madrid 2009. Neste ano o país convidado foi a Índia. Por isso estamos a par dos grandes nomes da arte contemporânea de lá.

Já estive na Índia umas 5 vezes para visitar as cidades e ir à casamentos, além de ter ficado duas vezes em Calcutá quando voava para a Emirates. Ah, e vôos bate-volta, em que eu pousava e ficava uma hora no aeroporto esperando para voltar para Dubai foram centenas, para quase todas as cidades importantes (que eu vi da janela do avião).

Então se alguém quiser informações, uma palestra ou o que seja sobre a Índia, fale com a Pulp!

Vikas Swarup e o Oscar

O livro que deu origem ao roteiro do Slumdog Millionaire (Quem quer ser um milionário) chama-se Q&A em inglês ou, Sua resposta vale um bilhão, em português. O diplomata indiano Vikas Swarup, que mora na África do Sul, é quem escreveu a história. E agora é famoso mundo afora por causa do sucesso do filme.

Ele tem outro livro no mercado, bem mais interessante do que o Q&A, chamado Six Suspects. Eu começei a ler na sexta-feira e fiquei grudado nele durante o final de semana. Para quem gosta de histórias intricadas, cheias de insights sobre a Índia moderna, vai adorar. O mais interessante é que, quanto mais leio sobre a Índia, mais vejo que o Brasil é a versão latino-americana dela. Quem ler vai entender.

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Leituras de verão

Estou totalmente viciado no segundo livro da trilogia Millennium, de Stieg Larsson. O primeiro li em poucos dias antes do Natal. Se chama “Os homens que não amavam as mulheres”. Agora estou na metade do segundo, que comprei em espanhol pois ainda não saiu em português.

E antes de começar este, ou li “Sua resposta vale um bilhão”, que deu origem ao filme que vai fazer sucesso por aqui, o Slamdog Millionnaire. Muito bom o livro.

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Livros para o verão (que acabou de chegar)

Para quem gosta de ler, seguem algumas sugestões para as férias de final de ano. Eu, leitor compulsivo que sou, devoro tudo.

Saga Lusa, de Adriana Calcanhotto é hilário. Ela foi para uma turnê em Portugal, tomou um golpe de ar, ficou meio gripada e deram uns remédios estranhos para ela. Por isso ela ficou muitos dias sem conseguir dormir. Na pira da insônia ela escreveu o livro. Quem é meio surtado vai se identificar com a história.

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Arrumando as malas de Danuza Leão: ideal para quem vai estar na praia (talvez abaixo de chuva) mas gostaria é de estar na Europa. Leiturinha fácil e fútil mas deliciosa. Dá vontade de comer os tapas de Sevilha, de visitar as lojas de Paris e andar de Vespa na madrugada de Roma. Ah, e também de dar um soco na Danuza.

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Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, do sueco Stieg Larsson, é o primeiro de uma trilogia chamada de Millennium. Sucesso absoluto de vendas na Suécia, França e resto da Europa, ele agora chegou no Brasil e Estados Unidos. Estou viciado na história. Sabe aqueles livros de mistério e intrigas que a gente faz de tudo para economizar as páginas afim de prolongar o prazer mas é quase impossível de largar? Recomendo para quem gosta de quebrar a cabeça. Outro livro que nos dá vontade de arrumar as malas e passar uma temporada em Estocolmo! O problema é que vai demorar para traduzirem os outros dois volumes.

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Novidades do final de semana

Cinema: assistimos a “Queime Depois de Ler”. Genial. Recomendamos.

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Livro: acabei de ler “GirlBoyGirl: How I became JT Leroy”. Para quem não sabe, JT Leroy foi um fenômeno nos EUA há alguns anos. Escreveu best sellers, um deles virou filme e estreou em Cannes. Era amigo de Madonna, Gus Van Sant e Courtney Love. Mas em 2006 foi descoberto que ele não era quem dizia ser. Uma história quase tão interessante quanto os livros que ele (não) escreveu. Recomendo. E recomendo os livros de JT também (estes editados em português).

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E antes de começar a semana, descobri algo engraçado. Na França, foi lançado um boneco vudú do presidente Sarkozy. Um sucesso de vendas. O presidente até tentou fazer com que a venda deles fosse proibida, o que os tornou ainda mais “cult”. Quem for para Paris traz um para a gente ver.

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De qual Índia estamos falando?

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O meu irmão Raul e o Gui, irmão da Pati, já foram para Índia algumas vezes. Eles adoram ficar em hotéis baratinhos, cheios de baratinhas pelo chão. Andam de trem na terceira classe e acham lindo se misturar com o povaréu para sentir a “verdadeira Índia”. Tudo bem, cada um gosta de uma coisa diferente na vida.

Eu e a Pati também adoramos a Índia, mas da parte que dá certo. Gostamos das lojas descoladas de Apollo Bunder em Mumbai, dos apartamentos em Malabar Hill, dos shoppings de Gurgaon, dos call centers de Bangalore e dos estúdios de Bollywood.

São dois países bem diferentes. Mais diferentes do que os extremos do Brasil. Imagine uma vaca dentro do Shopping Cidade Jardim!

Escrevi este post porque acabei de ler um livro de Aravind Adiga, chamado de Tigre Branco. Ele fala destas duas Índias. É interessante ler as opiniões de um indiano sobre seu próprio país. Em muitos aspectos se parece bastante com o Brasil. O livro ganhou o Booker Prize deste ano e vale a pena. Já saiu no Brasil.

O Jogo do Anjo

Mais um livro que eu recomendo para quem gosta de romances policiais. Uma história que se passa em Barcelona no começo do século. Um escritor, uma casa estranha. Eu gostei. A crítica da Veja não muito. Quem leu “A Sombra do Vento”, do mesmo autor, vai gostar deste também. Se alguém quiser ler em espanhol me avisa que eu empresto o meu.

Laowai

Sou um leitor compulsivo. Leio geralmente dois ou três livros ao mesmo tempo. Um dos que estou lendo agora chama-se LAOWAI e foi escrito pela jornalista da Globo, a catarinense Sonia Bridi. Ela conta suas aventuras na China. Ela e o parceiro Paulo Zero passaram dois anos em Pequim trabalhando para a emissora. O livro é muito bom. Conta muita coisa interessante sobre o impressionante desenvolvimento da China com um tom bem humorado. Tem passagens em que eu choro de rir.

Quem estiver atrás de um bom livro, eu recomento.

Boa semana para todos,

Vicente