Palestra “Paris de Cinema” no Centro Europeu

Paris de Cinema

 

 

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9788563144065

 

Praça Espanha aka Soho Batel

Neste último final de semana foi a minha vez (Vicente) de ficar encantado com a Praça Espanha, no coração de Curitiba. O tempo ajudou pois não choveu, apesar das nuvens carregadas. Havia um evento chamado Empório Soho, no qual os restaurantes da região armaram barraquinhas e cada um oferecia o que há de melhor em seus cardápios.

Eu comi vários: a pescada amarela com espuma de gengibre do EdVino, o cuzcuz marroquino do Sel et Sucre, o risoto de ragu de cordeiro do Caffe Milano, os raviolis de queijo brie com pera e molho de alho poró do Rosmarino e o polpetone Tartine. Faltou espaço na barriga para comer mais mas todos os pratos estavam com uma cara ótima.

Isso mostra que quando alguém quer fazer as coisas darem certo, elas acontecem. Durante anos a gente queria agilizar a Praça mas sempre escutava a mesma ladainha do ‘é difícil’, ‘é complicado’, etc etc… Bem, o evento deste final de semana provou o contrário. E podem falar mal do Soho Batel à vontade. Talvez não tenha sido a escolha de nome mais original, mas pelo menos há alguém fazendo coisas legais em Curitiba.

Aguardamos o próximo evento!IMG_0514IMG_0515IMG_0516

NBC08 – primeiro dia

Era para começar às 09:00. Quinze minutos antes, todos os palestrantes estavam lá. Vindos diretamente de Guarulhos, depois de horas de vôo de Londres ou Tokyo. Outros vieram de ressaca depois de experimentar caipirinhas, saquerinhas e rodas de samba.

Mas o detalhe foi que a parte técnica do evento não estava pronta. Falta instalar microfones, câmeras, telas. E quem vinha para assistir à palestra demorou para chegar. Realmente, vir do Morumbi, Jardins ou Higienópolis até o Campus Universitário do Senac deve ser “complicado”. Vergonha nacional: conseguimos atrair o supra-sumo das tendências internacionais para falar para nós sobre o que está acontecendo e nos atrasamos. Pode ser que eu esteja um pouco colérico, mas este é o nosso problema aqui no Brasil. A gente está se atrasando. O mundo está no trem, o trem pegando velocidade na estação e nós, brasileiros, correndo com as malas na mão, gritando para o trem parar. No final a gente se pendura na escadinha e sobe.

Cada um com seu MacBook ou iPhone plugado no Twitter ou no MSN mas chegando aos poucos

Bem, depois que tudo estava pronto e, com uma hora de atraso, as palestras começaram, valeu a pena cada segundo de espera. A mensagem principal do dia foi: as marcas precisam contar histórias que sejam verdadeiras e relevantes aos consumidores. Por um lado, nada de muito novo. Alguns exemplos, que para minha surpresa a platéia paulistana “antenada” estava alienada como QR codes, Zaha Hadid for Chanel, Innocent Juices, Method Cleaning Products! Quem lê o pulpsalsa sabe destas coisas há meses!!!

No final, depois de ver bastante coisa interessante fiquei orgulhoso da Pulp. A gente se acha as “formiguinhas” de Curitiba mas estamos totalmente antenados com o mundo. Vemos com os mesmos olhos deles, estamos nos mesmos locais que os “big guys”. E ainda melhor: enquanto eles quebravam a cabeça para buscar exemplos de marcas revolucinárias, não saiam do óbvio: Apple, Google, blá blá blá! E a Vueling, Viagra, Tcho, Absolut, Hermès, Bombay Saphire?

A melhor maneira de ser diferente é através do design

Outra questão que coloquei na mesa foi: daqui a um tempo a grande maioria das empresas vai ter sua galeria de arte, seu blog, vai estar no twitter, vai deixar os clientes personalizarem suas experiências, etc. Enfim, tudo isto vai ser “normal”. E então? Para que lado as marcas vão seguir para se diferenciar???

Para Rafael D’Avila e Sebastián Stagno, da Madre (Buenos Aires), a saída é “pasarla bien”. Quando os criativos, antropólogos, médicos, atendimentos, clientes se juntam e se comprometem com a idéia a ponto de se divertirem, “a coisa dá certo”. O case do perfume “Ame América” da Natura, com o filme sobre as fronteiras do nosso continente, foi RELINDO!