Dicas de Bangokok, minha cidade preferida!

Ilustração do artista gráfico tailandês MARCHroom

Ilustração do artista gráfico tailandês MARCHroom

illo: https://www.facebook.com/marchroom.s

Bangkok é uma de minhas cidades favoritas do mundo. Já estive lá muitas vezes, por isso, hoje em dia, tenho meus cantinhos preferidos e programas que gosto de repetir. Mas a cada viagem, sempre procuro ver coisas novas, afinal, a cidade é inesgotável e está sempre se transformando.

(para mais dicas de viagem de Vicente Frare, editor da Pulp, clique AQUI.)

Passei a primeira semana de 2014 por lá e as dicas nova que trouxe são:

ISSAYA SIAMESE CLUB

O restaurante do famoso chef thai Ian Kittichai, com interpretações modernas de clássicos tailandeses. Fica em uma casa antiga, com um enorme jardim. Serviço impecável e comida de chorar de boa. Pedi o menu degustação e não me arrependi. Reserve.

parte interna do Issaya

parte interna do Issaya

EAT ME

Quando estive em Bangkok em 2013 não consegui jantar ali pois esqueci de fazer reserva. Quase chorei de tão triste. Mas dessa vez reservei por e-mail e consegui uma mesa na varanda. É simplesmente um dos restaurantes que mais gosto no mundo, de culinária internacional super bem preparada.

entrada do Eat Me!

entrada do Eat Me!

BAN KHUN MAE

Restaurante tailandês em Siam Square. Tem todos os pratos clássicos da Tailândia e é bem movimentado, por isso não precisa reservar, já que o giro é alto.

SALA RATTANAKOSIN

O novo hotel boutique com vista direta para o Wat Arun é show. Eu que gosto de Silom e de Siam acho a região um pouco fora de mão. Mas para quem vai visitar os templos e o Palácio Real, é ideal. Fui tomar um drinque no rooftop bar deles e deu vontade de ficar para o jantar. A vista é incrível e pelo que vi, os quartos também.

vista do rooftop bar do Sala Rattanakosin

vista do rooftop bar do Sala Rattanakosin

OR TOR KOR MARKET

É o mercado municipal de Bangkok, para quem está atrás de temperos, frutas, doces e descobertas. Tomei suco de Gac fruit e adorei. Diz ser super saudável. Tem uma praça de alimentação e fica do lado do CHATUCHAK WEEKEND MARKET.

Gac fruit do Or Tor Kor Market

Gac fruit do Or Tor Kor Market

SIAM CENTER

O shopping passou por uma boa reforma e hoje é o meu favorito na cidade. Tem todas as marcas locais descoladas como Greyhound, Chaps, Jaspal, CC, Anr e várias outras. A praça de alimentação é ótima, tem cafés espalhados pelos andares e uma loja linda, a Selected, com várias coisas bacanas, de roupas a objetos de decoração. Aproveitei e cortei o cabelo no salão do famoso Chalachol.

Moderno no útlimo! Siam Center!

Moderno no útlimo! Siam Center!

OCTAVE ROOFTOP

Para quem não está a fim de disputar a cotoveladas um espaço no Sky Bar da Lebua Tower, o Octave é uma boa dica, pois fica em Sukhumvit, longe do rio e com muito menos gente. A vista é incrível, melhor ainda durante o pôr do sol. Na verdade, a vista do Sky Bar é mais bacana e o lugar tem mais atmosfera. Mas os drinks e o serviço do Octave são melhores (além de ser bem mais barato).

Meu amigo Tom no Octave Rooftop (a dica do lugar foi dele).

Meu amigo Tom no Octave Rooftop (a dica do lugar foi dele).

THONGLOR

O Soi 55 de Sukhumvit é também chamado de Thonglor. A região é cheia de restaurantes e bares incríveis, ideal para fazer bar hopping antes de decidir onde jantar. Como havia bebido dois drinks no Octave e não estava com fome, só entrei nos bares para ver o ambiente e pegar os cartões de visita. Mas deveria ter deixado uma noite toda para a região, pois é sofisticada e relax ao mesmo tempo. Os lugares de que mais gostem foram:

WATER LIBRARY

THE IRON FAIRIES

MELLOW

APOTEKA

E tem mais:

Três restaurantes que estavam na minha lista, mas não tive tempo de ir são:

GAGGAN

NAHM

BO LAN

Cadastre-se no LE COOL Bangkok para receber, semanalmente, dicas ótimas de gente que vive na cidade e adora badalar. E eu sempre levo o SUPERGUIDE quando vou para lá.

Alguns cartões de visita que trouxe de lá.

Alguns cartões de visita que trouxe de lá.

Quanto ao hotel, repeti o Sofitel So, que adoro. Já havia escrito sobre ele no ano passado e continuo recomendando! Segue aqui o post sobre ele.

 

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Dicas de Jerusalém – Israel

Cidade Antiga de Jerusalém vista desde o Monte das Oliveiras

Cidade Antiga de Jerusalém vista desde o Monte das Oliveiras

Para mais dicas de viagem de Vicente Frare, editor da Pulp, clique AQUI.

Em novembro de 2013 fui com uma amiga para Jerusalém e Tel Aviv. Foi  uma viagem rápida, ficamos 3 dias em cada cidade, mas deu para aproveitar bastante. São dois destinos muito próximos e infinitamente diferentes. Recomendo ambos. Não foi a primeira vez que estive por lá. Na verdade, essa foi a minha 4a vez em Israel. Já conhecia Belém, o Mar Morto, Massada, a Galileia, o rio Jordão, Haifa, Eilat e o Negev. Por isso deu para ir tão rapidinho, já que o que eu mais queria era rever a Cidade Antiga de Jerusalém e curtir as ruas de Tel Aviv.

Antes da viagem, li dois livros e assisti a dois filmes bem interessantes, que recomendo para quem está interessado no lugar. A “Biografia de Jerusalém” de Simon Sebag Montefiore, é bastante completa, apesar de um pouco densa e longa. Deveria ter tomado algumas notas ao longo da leitura, para ficar mais fácil de lembrar das coisas que vi por lá. Já o “Crônicas de Jerusalém”, de Guy Delisle, é um livro de história em quadrinhos de um ilustrador canadense que morou na cidade com a família. Ele conta sobre as idiossincrasias locais, com muita informação e um olhar bem crítico. Sendo sincero, recomendo mais o livro ilustrado do que a biografia (a não ser que você seja ávido por informações e por história).

A Biografia de Jerusalém

A Biografia de Jerusalém

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Crônicas de Jerusalém

Os filmes foram “Paradise Now” e “The Bubble”. Seguem os trailers:

JERUSALÉM

Do aeroporto Ben Gurion, perto de Tel Aviv, até Jerusalém dá mais ou menos uma hora. Fomos de sherut, uma van que funciona como lotação. É bem barato e deixa no endereço que você quiser. Basta seguir os sinais na saída da área de desembarque do aeroporto. Acho que pagamos 60 shekels para os dois (cerca de 20 dólares).

Guarde com você esse papelzinho dado na entrada, que substitui o carimbo do passaporte e é recolhido na saída

Guarde com você esse papelzinho dado na entrada, que substitui o carimbo do passaporte e é recolhido na saída

Nos hospedamos no Dan Boutique Hotel. Queria ter ficado no Mamilla, mas a diferença de preço era bem grande. O Dan Boutique não é ruim, mas não é um hotel-butique per se. O café da manhã é excelente e uma caminhada até o Jaffa Gate dá uma meia-hora (é um sobe e desce enorme). É mais fácil ir de táxi. O ruim do hotel é que é um pouco barulhento (as camareiras passam aspirador de pó nos corredores às 8 da manhã e acordam todo mundo). Neste momento me arrependi de não ter bancando a diária do Mamilla (até porque ele fica colado à Cidade Antiga). Outros dois hotéis bacanas são o King David e o American Colony, sendo que em 2014 vai inaugurar o Waldorf-Astoria. Ah, o David Citadel é do mesmo grupo do Mamilla e tão exclusivo quanto. Acho que vai ser nele que ficarei da próxima vez.

Vista do quarto do Dan Boutique Hotel.

Vista do quarto do Dan Boutique Hotel

No primeiro dia, passamos explorando as ruas e monumentos dentro das muralhas. Andávamos meio sem rumo, topando com o Santo Sepulcro, o Muro da Lamentações, a David Street, cheia de lojinhas. O suco de romã espremido na hora é um must. Doce e saudável. Custa uns 10 shekels. A cidade é cheia de cafés e restaurantes. Tudo meio apertado, mas cheios de caráter. Fomos no Armenian Tavern (perto do Jaffa Gate) e comemos bem.

Cúpula da parte grego-ortodoxa do Santo Sepulcro.

Cúpula da parte grego-ortodoxa do Santo Sepulcro

Esperando meu hummus e kafta chegarem.

Esperando meu hummus e kafta chegarem.

Super decoração de bazar oriental no Armenian Tavern

Super decoração de bazar oriental no Armenian Tavern

Ficamos horas na fila para entrar na Al Aqsa (a mesquita do domo dourado) e fecharam a porta bem na nossa cara. É preciso passar por um check-point e leva horas. Só que realmente, às 13h30 fecha e não importa que a fila dava voltas no quarteirão. Saindo pelo Jaffa Gate à esquerda, tem a Mamilla Avenue que é um shopping a céu aberto, com lojas bacanas, ambiente bem limpo e sofisticado (quase Disney) e vários bares e restaurantes. Fomos ao Mirror Bar e ao Rooftop Bar do Mamilla, mas estavam meio vazios. Optamos por voltar à Mamilla Avenue e comer no Herzl Grill.

Kebabs deliciosos e suculentos da grelha do Herzl

Kebabs deliciosos e suculentos da grelha do Herzl

No outro dia fomos caminhar pelo bairro ultra-ortodoxo de Mea Shearim. Comemos um sanduíche de falafel maravilhoso numa biboca local. Depois fomos ao mercado Machane Yehuda e foi um espetáculo sensacional. Adoro comidas e temperos e este mercado é de alucinar. Tem de tudo. E é cheio de restaurantes junto com as barracas de frutas, verduras, temperos, azeite de oliva, halwa etc. Ali perto fica o restaurante mais bacana da cidade, chamado Machneyuda (vale a pena reservar lugares no balcão e ir para o jantar). Comida boa e diversão garantida. Outro ali pertinho que não experimentei, mas entrei e curti o ambiente chama-se Jacko’s Street.

Suco de romã fresquinho

Suco de romã fresquinho

Sanduíche de falafel com Coca em Mea Shearim

Sanduíche de falafel com Coca em Mea Shearim

Loja de temperos do mercado Machane Yehuda

Loja de temperos do mercado Machane Yehuda

Antes de irmos para Tel Aviv, fomos ao Monte das Oliveiras. Pegamos um taxi do hotel até o topo do monte e descemos a pé. A vista da Cidade Antiga é linda e há vários pontos turísticos ao longo da caminhada morro abaixo. Note que o Monte é um enorme cemitério. Em Jerusalém, cada pedra tem um significado. Cada canto conta milhares de anos de história. É um lugar denso, que provoca discussões, que emociona e revolta ao mesmo tempo. Mas é seguro e exige bom preparo físico. Quero voltar para visitar o Yad Vashem, voltar ao Mahane Yehuda e tentar entrar na Al Aqsa.

Cartões de visita de lugares por onde passei em Jerusalém

Cartões de visita de lugares por onde passei em Jerusalém

De Istambul a Nova Délhi – Uma Aventura pela Rota da Seda

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Guilherme Canever e Bianca Soprana se casaram e foram conhecer o mundo. A primeira parte da viagem você já conhece, pois está no livro “De Cape Town a Muscat – Uma Aventura pela África”, lançado no final do ano passado. Eles foram entrevistados por Jô Soares, onde contaram um pouco das aventuras pela Tanzânia, Quênia e outros países africanos.

A parte que consideramos mais interessante de toda a viagem está relatada no livro que lançaremos no final de outubro. O casal de viajantes saiu da cosmopolita Istambul, na Turquia, e embrenharam-se através do Curdistão iraquiano e de toda a Ásia Central até chegarem à Índia.

Fizeram o que se chama da Rota da Seda, o caminho trilhado por grandes viajantes como Marco Polo e Ibn Battuta e que fez a ligação do Ocidente com o Oriente durante tanto tempo. Fique ligado em nosso site, na nossa página do Facebook ou no blog do casal para saber sobre o evento de lançamento, palestras e onde comprar.

Rota da viagem do casal pela Ásia Central

Rota da viagem do casal pela Ásia Central

 

Quirguistão é um dos países por onde passam. Todo o livro é ilustrado com lindas fotos!

Quirguistão é um dos países por onde passam. Todo o livro é ilustrado com lindas fotos!

Lugar Incomum em Paris | Dicas da Didi Wagner

Nós, da Pulp, adoramos Paris. E desde que lançamos o Minha Nova York, escrito pela apresentadora Didi Wagner, passamos a seguir mais de perto as viagens dela no programa Lugar Incomum. Agora que ela foi para Paris, aproveitamos nosso maravilhoso guia Paris para Amar Paris para, juntos, desvendarmos alguns dos lugares visitados por Didi na capital francesa.

Quem estiver de malas prontas para a França, não pode ficar sem levar o guia, que deve ter sido usado por Didi, já que muitos lugares e pessoas visitados por ela estão em suas páginas.

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Bem, vamos às dicas mostradas no programa Lugar Incomum de Paris:

1) VuThéara Kham é um fotógrafo franco-cambojano que tira fotos lindas da cidade e posta em seu Instagram. Sua pira é descobrir ângulos diferentes para retratar lugares-comuns como a Torre Eiffel ou o Arco do Triunfo. Muitas fotos que ilustram nosso guia foram feitas por ele. Ele esteve com Didi e fez duas fotos dela em frente aos famosos pontos turísticos.

Didi Wagner e o Arco do Triunfo, por VuTheara @Multishow

Didi Wagner e o Arco do Triunfo, por VuTheara
@Multishow

Didi Wagner na Pirâmide do Louvre, por VuTheara @Multishow

Didi Wagner na Pirâmide do Louvre, por VuTheara
@Multishow

Dica #parisparaamarparis: Tome um café ou taça de vinho no Café Marly, com vista para a esplanada da Pirâmide. É um local animado e fica aberto o dia todo.

Vista incrível do Café Marly, no Rue de Rivoli 93

Vista incrível do Café Marly, no Rue de Rivoli 93

Para assistir ao episódio 1 do Lugar Incomum Paris  clique aqui.

2) O Centre Pompidou é o museu de arte moderna de Paris. Como falou Didi, quando ficou pronto, muita gente torceu o nariz para a obra, que mostra tubos, canos e fiação na parte exterior. Mas hoje o Beaubourg é tão parte do skyline parisiense quanto a Notre-Dame. Um passeio de escada rolante é um must, pois a vista dos tetos da cidade é linda. Há um cinema incrível ali, que mostra filmes de arte e uma loja com livros e souvenires de design ideais para presentear os amigos. Tudo no átrio central do museu.

Passeio de escada-rolante pelos tetos de Paris

Passeio de escada-rolante pelos tetos de Paris @Multishow

Dica #parisparaamarparis: Há um restaurante, o Georges, no topo do museu. Lugar ideal para um drinque de happy-hour. E não deixe de conferir o calendário de exposições temporárias do Beaubourg, que sempre são blockbusters.

Le George, moderno e arrojado, com vista deslumbrante

Le George, moderno e arrojado, com vista deslumbrante

Para assistir ao episódio 2 do Lugar Incomum Paris clique aqui.

3) A tocha dourada, réplica da que está na Estátua da Liberdade, que hoje virou ponto de peregrinação de fãs da Lady Di, fica na Place de l’Alma. A região é bastante nobre, pois fica bem no encontro da Avenue George V com a Avenue Montaigne. É um dos eixos do famoso Triangle d’Or, com as lojas mais chiques de Paris.

Place de l'Alma

Place de l’Alma @Multishow

Dica #parisparaamarparis: Você sabia que há também uma réplica da Estátua da Liberdade em Paris. Dá para fazer fotos lindas com ela e a Torre Eiffel ao fundo. Fica na Pont de Grenelle, perto do metrô Mirabeau ou Javel.

New York meets Paris: dois pontos turísticos na mesma foto ;-)

New York meets Paris: dois pontos turísticos na mesma foto ;-)

Mas o principal foco do episódio 3 é um bar chamado L’Urgence Bar, onde os drinques são servidos em mamadeiras. Didi experimentou e aprovou. O bar fica em Saint-Germain-des-Prés, mais precisamente no 45 Rue Monsieur Le Prince, há duas quadras do Le Luco (como os parisienses chamam o Jardin du Luxembourg). O bar abre das 21h às 4h.

Finalmente encontrei! Bar L'Urgence, com drinques em mamadeiras.

Finalmente encontrei! Bar L’Urgence, com drinques em mamadeiras @Multishow

Dica #parisparaamarparis: A região de Saint-Germain-des-Prés tem outros bares incríveis, como o Prescription Cocktail Club e o Curio Parlor, ambos abertos até altas horas.

Para assistir ao episódio 3 do Lugar Incomum Paris clique aqui.

4) Que tal aprender a fazer os deliciosos macarons? Se pensar que na Ladurée do Shopping JK Iguatemi eles custam o olho da cara, nada mal fazer em casa para impressionar as amigas. Didi passou uma tarde no L’Atelier des Chefs, que tem vários points em Paris e dá vários cursos rápidos. Ideal para quem quer aprender a fazer quiche, ou madeleine, ou financier, ou gâteau etc etc etc.

Curso para fazer macarons, no Atelier des Chefs

Curso para fazer macarons, no Atelier des Chefs @Multishow

Dica #parisparaamarparis: Macarons são tão “last year”. Agora a nova coqueluche em Paris são os mille-feuilles. O melhor do mundo é o do Jacques Genin, no Haut Marais. Ele prepara na hora, para que a massa fique crocante, sem pegar a umidade do creme. Um sonho.

Cro-can-tís-si-mo! Mil-folhas de Jacques Genin, um gênio da pâtisserie.

Cro-can-tís-si-mo! Mil-folhas de Jacques Genin, um gênio da pâtisserie.

Para assistir ao episódio 4 do Lugar Incomum Paris clique aqui.

5) Se eu fosse para Paris, não iria perder tempo jogando golfe. Mas bem, como apareceu no episódio 5, conto que aquele lugar ao lado do canal fica no Bassin de la Villette. O lugar é incrível para passar o final de semana, pois as famílias fazem pique-nique, tem baladinhas legais e tudo o mais. Fica um pouco afastado do centro, no 19eme arrondissement. Ali perto tem vários pontos de interesse como a Géode e a  Cité des Sciences (ideal para quem viaja com crianças).

Golfe em Paris? @Multishow

Golfe em Paris? @Multishow

Dica #parisparaamarparis: o Canal Saint-Martin é a continuação do Bassin de la Villette. Cheio de cafés e lojas descoladas, é um novo point dos parisienses. Vale a pena caminhar ao longo das duas margens dele para ver tudo o que há por ali. Na hora da fome, a sugestão é passear pela Rue de Lancry, com mercadinhos libaneses, espanhóis, gregos e franceses. Prepare um pique-nique gourmet para deliciar-se sentado ao longo do canal. Os pães do Du Pain et des Idées também são maravilhosos. Fica na 34 Rue Yves Toudic.

Faça como os jovens parisienses e prepare um pique-nique gourmet no Canal Saint-Martin.

Faça como os jovens parisienses e prepare um pique-nique gourmet no Canal Saint-Martin.

 

Para assistir ao episódio 5 do Lugar Incomum Paris clique aqui.

6) Cachorros fazem parte da vida de Paris. Caminhar com eles pela cidade é mais normal do que com crianças. Didi foi passear com alguns no Bois de Boulogne. Esse parque é enorme e fica nos arredores da cidade. Para ser sincero, não vejo muita graça ir ao parque em uma viagem para Paris. Prefiro ficar no centro, explorando as ruas. Mas quem vai com filhos vai adorar saber que o Jardin d’Acclimatation fica por ali e tem várias atividades para os pequenos. Já quem curte a alta gastronomia, um jantar do Le Pré Catelan, no meio do parque, é uma maneira de visitar o lugar.

Un chien, deux chiens, trois chiens. Des chiens parisiens. @Multishow

Un chien, deux chiens, trois chiens. Des chiens parisiens. @Multishow

Dica #parisparaamarparis: curte comer bem? O guia Lebey de bistrôs é uma das melhores fontes de restaurantes ótimos e bons de preço em todos os arrondissements de Paris.

Um dos melhores guias para a nova gastronomia francesa.

Um dos melhores guias para a nova gastronomia francesa.

Para assistir ao episódio 6 do Lugar Incomum Paris clique aqui.

Espero que tenham curtido as dicas. Para uma viagem completa por Paris, com dicas de como se comportar, como entender os franceses, que páginas do Facebook curtir e muito mais, compre já o seu guia PARIS PARA AMAR PARIS. Clique aqui para ir direto à página da Livraria Cultura.

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Dicas de Chicago

Cloud Gate, de Anish Kapoor, Chicago

Cloud Gate, de Anish Kapoor, Chicago

Confesso que até pouco tempo atrás não tinha muita curiosidade em conhecer Chicago. Para mim, era mais uma daquelas cidades americanóides, perdidas entre Nova York e São Francisco. Bem, estava estupendamente enganado…

Tudo começou com a jornalista Tatiana Cesso, que tem um BLOG COM DICAS DA CIDADE e me contatou pois quer escrever um guia de lá. Comecei então a ler o blog dela, comprei um guia de papel e, de repente, já tinha marcado minha passagem! E, bem lá dentro, uma voz me dizia, por que você não foi para Chicago antes? ;-)

Chicago tem tudo o que a gente procura em Nova York, só que de forma mais limpa e organizada. Compras, arte, teatro, bairros descolados… tudo.

Fiquei hospedado no HOTEL SAX CHICAGO, colado nas icônicas Marina City Towers. É um hotel bom, sem grandes luxos, mas perto de tudo. Tanto o bar CRIMSON LOUNGE quanto o restaurante BIN 36, na entrada, são bastante recomendáveis. O Crimson Lounge é para ir à noite, fazer um happy hour nos sofás vermelhos. Já o Bin 36 é para quem gosta de vinhos. Peça um wine flight acompanhado de um cheese flight. São 4 taças de vinhos com um tema e uma tábua de queijos muito boa para acompanhar.

Crimson Lounge

Crimson Lounge

Wine and cheese flight no Bin 36

Wine and cheese flight no Bin 36

Atrás do hotel tem um gastropub chamado PUBLIC HOUSE que é ideal para um almoço rápido, no balcão. Pedi uma salada de quinoa com avocado deliciosa e tem um cardápio enorme de cervejas, muitas delas de pequenos produtores americanos, bem como da Bélgica. A única coisa que impliquei com o lugar foram as telas de TV por todos os lados. Mas no final das contas, não tem escapatória. Todos os bares e restaurantes de Chicago tem. Deve ser uma invenção local, assim como o zíper, o cachorro-quente e o spray de pichar muro. À noite o Public House fica lo-ta-do!!! Eu fui parar no PARIS CLUB, mas não gostei muito. Achei meio parecido com a Liqüe. É bom para quem quer caçar… #ficaadica.

Para fazer compras, vá para a North Michigan Avenue, no Near North. Também chamada de Magnificent Mile, tem todas as lojas. Gap, J. Crew, Banana Republic, Zara, H&M, American Girl Place, Burberry, Apple Store, All Saints Spitalfields, Crate&Barrel etc etc etc. Já passando o John Hancock Center, você chega na Oak Street, onde fica a Barney’s, Marc Jacobs et all. Ou seja, em poucas quadras você concentra a maratona de compras e pronto, volta para o hotel, deixa as sacolas e vai curtir outras coisas. Um pub muito bacana ali na região é o PURPLE PIG.

A região do Loop é onde ficam os teatros, as grandes esculturas, o Millennium Park e o Art Institute. Aproveite que há vários musicais em cartaz por uma fração do preço de Nova York e compre o ingresso com antecedência através do Ticketmaster. Eu fui assistir THE BOOK OF MORMON, que em NY nunca tem entradas e, quando tem, custam uns U$400. Eu paguei U$ 150.

Não deixe de ver o Cloud Gate, escultura incrível de Anish Kapoor. E ao lado tem umas fontes bem bacanas.

você não vai cansar de fotografar o Cloud Gate

você não vai cansar de fotografar o Cloud Gate

Para comer bem de verdade, recomendo 3 restaurantes. O ALINEA eu não conheci, mas é o mais premiado da cidade e ficou em 15 lugar no World’s 50 Best e faz culinária molecular. Já o BLACKBIRD é um restaurante incrível, que vale a pena reservar para não ficar esperando. E, ao lado, tem o AVEC, que também é muito bom. E se foi até ali, aproveite para visitar uma loja de decoração incrível chamada PRIMITIVE. São 4 andares com coisas trazidas dos 4 cantos do mundo. Um show. Se a vendedora Carolina estiver por lá, diga que mandei oi! Na frente da Primitive fica outro restaurante que não conheci mas me pareceu bom, o SEPIA.

Para ver gente mais jovem e descolada, com uma cara mais de Brooklyn do que Midtown, vá para Wicker Park e Bucktown. Pegue um táxi ou o metrô para a parada Damen. Daí ande pela North Milwakee Ave, West Division Ave e Damen Ave para ver brechós, restaurantes locais, pizzarias descoladas, lojas independentes, etc. É a minha região favorita da cidade.

Não deixe de ir tomar algo no VIOLET HOUR e de comer no THE BOUNDARY. Mas sendo sincero, o que não falta são opções por ali e vale escolher a que for mais a tua cara, já que fica um ao lado do outro. Comi uma sobremesa inesquecível no GRASS FED que era um Butterscotch Pudding with Salted Caramel Ice Cream. Vá, coma e depois me diga se não é uma das melhores coisas de Chicago!

Update 20/05: Meu amigo André Nacli acabou de voltar de lá e também recomendou o SIENA TAVERN. Disse que a comida é ótima e o lugar é superbadalado!

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Dicas de São Petersburgo, Helsinki e Amsterdã

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Em abril de 2013 fiz uma viagem de uma semana para São Petersburgo, Helsinki e Amsterdã.

Não vou dar aqui dicas básicas e óbvias como ir ao Hermitage, ao Museu Van Gogh ou ao Kiasma. Isso você encontra em qualquer blog/guia. As dicas a seguir são mais de lugares legais para comer e outros comentários que julgo interessantes.

Les voilà:

GERAL

-voei com a KLM, que tinha a melhor tarifa e me deixava parar em Amsterdã na volta. A passagem foi GRU-AMS-LED na ida e HEL-AMS-GRU na volta. Total USD 1064.

-de São Petersburgo para Helsinki fui de trem. O Allegro é operado pela ferrovia finlandesa. É rápido, pontual, limpo e barato. A passagem de primeira classe saiu por EUR 69 e deu para comprar direto no site vr.fi e imprimir o bilhete em casa.

-como estava muito frio, fiz questão de levar uma bota, luvas, gorro, ceroula, pullover de lã e uma jaqueta de pena de ganso. Levei outras roupas na mala que só foram passear, pois acabei não usando o sapato social nem as camisas.

-não precisa de visto nenhum para a viagem. Há alguns anos o Brasil e a Rússia assinaram um acordo que nos isenta do burocrático e chato visto russo. Agora é só mostrar o passaporte e embarcar. Contudo, ao chegar na Rússia é preciso pedir para o hotel te registrar junto à polícia local. É fácil e eles fazem para todos os hóspedes estrangeiros.

SÃO PETERSBURGO

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-fiquei hospedado no hotel Domina Prestige. Além de ser novo, fica superbem localizado e tem diárias razoáveis.

-do aeroporto para a cidade fui de táxi e paguei 900 rublos, que é o preço de tabela. Queriam me cobrar 1.400 mas apontei para o cartaz com os preços. Depois não vi mais muitos táxis pelas ruas. Andei muito a pé e de metrô.

-dá para trocar dinheiro em várias casas de câmbio pela cidade e o câmbio é meio parecido, não precisa ficar caçando uma boa taxa de conversão. Um dólar dá cerca de 30 rublos.

Vista do entardecer no bar do Hotel W, que tem double drinks no happy hour. Mas o bar do lobby é mais cozy, com lareira no inverno.

Vista do entardecer no bar do Hotel W, que tem double drinks no happy hour. Mas o bar do lobby é mais cozy, com lareira no inverno.

-achei uma cidade cara. Os cafés, restaurantes e bares que fui tinham o preço meio “internacional”. Até tem lugares mais baratos, mas toda a função de não saber ler o cardápio, não conseguir falar com ninguém me dá preguiça. ;-)

-foi meio empenho a caminhada, mas o museu de arte contemporânea Erarta vale muito a pena.

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Dá para fotografar à vontade e também usar a rede wi-fi grátis no Erarta!

-Outro lugar muito bacana, com um povo cool é o Loft Project Etagi. Tem um restaurante orgânico (Café Green Room) superanimado e um bar descolado (Sever), além de exposições de arte e um albergue da juventude.

Bar Sever

Bar Sever

Restaurante Green Room

Restaurante Green Room

-Starbucks já chegou na Rússia, e McDonald’s tem por todos os lados. Mas preferi ir aos cafés de redes russas, que têm cardápio em inglês. O Schastye, na frente da St Isaac é uma delícia. Já o Café Singer, na Nevski Prospect, é um pouco caro, mas tem uma vista incrível.

O Schastye é uma delícia e tem uma vista incrível para a St Isaac

O Schastye é uma delícia e tem uma vista incrível para a St Isaac

Chocoladnitsa é uma rede russa de cafés ótima!

Chocoladnitsa é uma rede russa de cafés ótima!

-A cidade é bem segura, dá para caminhar por todos os lados, inclusive de madrugada. Depois das 23h não dá para comprar álcool em supermercados e lojas de conveniência.

-Quase todos os lugares têm wi-fi grátis e livre.

-Restaurantes que recomendo: Teplo, Sadko, Baltika Brew (must go) e Elki Palki (comida russa, must go). Fui ao Kasbah e não fiquei impressionado.

Decoração meio kitsch do restaurante Sadko

Decoração meio kitsch do restaurante Sadko

Baltika Brew é uma cervejaria ótima, com baladinha e boa comida!

Baltika Brew é uma cervejaria ótima, com baladinha e boa comida!

Rede de restaurantes com comida típica russa Elki Palki. Muito gostoso!

Rede de restaurantes com comida típica russa Elki Palki. Muito gostoso!

 

HELSINKI

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-como cheguei na Páscoa, estava tudo muito quieto. E já havia estado, por isso não fui outra vez ao Kiasma, Suomenlinna, etc. Tentei visitar a igreja Temppeliaukion, mas fecha pontualmente às 17h. Vá cedo.

-a cidade é um ovo e dá para fazer tudo a pé.

-fiquei hospedado no hotel Klaus K, super bonito, com um café da manhã incrível, um restaurante italiano ótimo na entrada (Toscanini) e o bar mais animado da cidade.

O melhor café da manhã da cidade é o do hotel Klaus K

O melhor café da manhã da cidade é o do hotel Klaus K

Restaurante Toscanini

Restaurante Toscanini

Saslik é um restaurante russo incrível, à la czar. Vale muito a pena. Mas o lendário Sea Horse também é interessante, se bem que com um décor meio 1970. Pedi o filé acebolado e é maravilhoso.

Filé do Restaurante Sea Horse

Filé do Restaurante Sea Horse

-no fim de tarde, tomar uma taça de champanhe no Maittolaituri is a must.

Mesmo com 10 graus negativos, o terraço do Maittolaituri estava lotado!

Mesmo com 10 graus negativos, o terraço do Maittolaituri estava lotado!

-outro lugar que bomba no final da tarde e pode ficar um pouco apertado é o bar Atelijé na cobertura do hotel Torni.

Vista panorâmica do bar do hotel Torni (Atelijé)

Vista panorâmica do bar do hotel Torni (Atelijé)

 

AMSTERDÃ

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-foi uma passada rápida. Fiquei no Notting Hill Hotel, comi no Wagamama e no Van Rijn Kitchen & Bar. Mas é incrível a quantidade de pequenos restaurantes bacanas por todas as ruas da cidade. Como estava sozinho, acabei escolhendo dois mais impessoais. Se bem que no Van Rijn eu comi superbem.

À noite o Van Rijn fica com uma iluminação bem bacana.

À noite o Van Rijn fica com uma iluminação bem bacana.

-usei o Google Maps para pegar bondes e funciona às mil maravilhas. Dá para comprar o bilhete com o cobrador.

BOA VIAGEM!

Minha Barcelona – dicas de uma cidade incrível

Dentre as dezenas de grandes cidades pelas quais sou apaixonado, Barcelona é uma delas. Morei por lá durante dois anos, de 2001 a 2003 e lembro que meu maior prazer era descobrir cada canto daquela cidade. Ficava emocionado de manhã cedo, quando pegava o ônibus para ir trabalhar (ia de ônibus para poder admirar a cidade ao longo do caminho). O ponto era na Gran Vía e quando ele fazia a curva para entrar no Passeig de Gràcia, eu sempre pensava: como tenho sorte em morar aqui!

Bem, passa o tempo e a gente se muda, vai para outros lugares. Por coincidência, quando me mudei de Barcelona para Dubai fui morar com um catalão, por pura coincidência. Ficamos bastante amigos e hoje volto a Barcelona com frequência para visitar o Miquel. Ele é outro apaixonado pela cidade e sempre me leva nos lugares mais legais do momento.

No Carnaval 2013 passei a semana lá e trouxe vários cartões de visitas dos lugares que visitei. Descobri que sou um obcecado por cartões de visita. Sempre volto de viagem com vários. Daí surgiu a ideia de das as minhas dicas de viagem através deles. Vamos tentar…

Voei de Singapore Airlines. Nada melhor do que ir direto, sem ter que passar por Madri, Paris, Frankfurt ou qualquer outro lugar. E o melhor é que a Singapore tem tarifas ótimas e é uma companhia bem melhor do que as brasileiras e europeias. Em menos de 9 horas eu já estava lá.

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SINGAPORE AIRLINES

VOOS GRU>BCN ÀS SEGUNDAS, QUINTAS E SÁBADOS

SAI ÀS 16H45 E ATERRISSA NO DIA SEGUINTE ÀS 07H10

NA VOLTA ELE SAI ÀS 08H05 E CHEGA EM GRU ÀS 15H15, TAMBÉM ÀS SEGUNDAS, QUINTAS E SÁBADOS

#pulpdica: reserve o hotel a partir do dia de saída do Brasil para ter o quarto te esperando de manhã cedo.

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Comi uma paella de mariscos incrível no Xiringuito Escribà, perto do Port Olìmpic, de frente para o mar. Estava um dia lindo de sol, mas frio, então sentei perto da lareira e via os surfistas pegando onda. Pedimos um cava orgânico Llopart para acompanhar e foi dos sonhos!

XIRINGUITO ESCRIBÀ

AV. LITORAL 42 | 932-210-729

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Um bar de tapas muito bom é o Bar Cañete, no Raval. Se não conseguir reservar, chegue cedo que é bem provável que consiga comer antes do lugar ficar bem cheio. Os garçons são animadíssimos e a comida é excelente. A carta de vinhos é de chorar de tanta opção boa! Pedimos uma garrafa de Pago de los Capellanes tinto que recomendo de olhos fechados!

BAR CAÑETE

CARRER DE LA UNIÓ 17 | 932-703-458

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Um restaurante e wine bar super bacana é o Toto, no Eixample. Ele lembra um pouco os bares do Lower East Side de Nova York, mas tem um quê de diferente. Os coquetéis são deliciosos e vêm em taças gordas de vinho (que dizem que agora é a moda por lá servir assim). By the way, o drink do momento em Barcelona é o Gin & Tonic, preparado das mais diversas formas. O do Banker’s Bar, no hotel Mandarin Oriental é, na minha opinião, o melhor.

TOTO

CARRER VALÈNCIA 246 | 934-676-729

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Mas se você curte mesmo vinhos, a pedida é ir ao MonVínic, também no Eixample. É um lugar supermoderno, cheio de gente bonita. Não comi ali, pois estava a caminho do Toto, mas entrei e amei. Vou da próxima vez com certeza!

MONVÍNIC

CARRER DIPUTACIÒ 249 | 932-726-187

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Saindo um pouco do tema comida e entrando, levemente em compras, tem uma livraria só de livros de viagem que acho o máximo. Chama-se Altaïr e fica na Gran Vía, perto da Plaça de la Universitat. Eles também são uma editora que publicam revistas de destinos supercompletas. Vale a pena!

ALTAÏR

GRAN VÍA 616

Bem, voltemos aos bares e restaurantes ;-)

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Em outra noite fomos ao Mundial Bar. É um daqueles bares de tapas mais típicos, um pouco sujinhos e cheios de gente. Fica perto do Mercat del Born. Como só abre às 21h e chegamos ali um pouco antes e morrendo de fome, fomos a um bar bem na frente, que tem tapas asiáticos e um cardápio de cervejas artesanais. Não lembro o nome do lugar, até porque como estava de estômago vazio e tomei duas garrafas de cerveja catalã, saí meio bebum e esqueci de pegar o cartão (talvez não seja tão obsessivo por eles assim). Mas é na frente, não tem como não achar. Só que também não deixe de ir ao Mundial Bar, pois a comida é extasiante. Simples, cheia de fritura, mas divina! Mini polvos e mini lulas que quase chorei quando comi!

MUNDIAL BAR

PLAÇA SANT AUGUSTI VELL  1 BAIXOS | 933-199-056

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Já para quem gosta de lugares mais sofisticados, cheio de gente bem vestida e decoração elegante, a pedida é o Boca Chica / Boca Grande, na charmosa Passatge de la Concepció, na parte alta do Passeig de Gràcia, quase esquina com a Avinguda Diagonal. A chiquérrima loja Santa Eulàlia fica na entrada na passagem. Do outro lado, pela entrada da Rambla Catalunya, fica o hotel Murmuri (que recomendo!). Tem também outros restaurantes bonitinhos, mas o que mais chama atenção é o Boca Chica / Boca Grande. Melhor ainda se for à noite, pois a iluminação é de babar! O lugar é uma mistura de bar de tapas, restaurante, raw bar (frutos do mar frescos), lounge, gentlemen’s club etc. Eu adorei (acho que por ser alguém sofisticado, bem vestido e elegante, ha ha ha)!

BOCA CHICA – BOCA GRANDE

PASSATGE DE LA CONCEPCIÓ 14 | 934-675-149

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Uma coisa que percebi é que está de moda em Barcelona as delicatessens, no melhor estilo Nova York. A Cornelia & Co é a mais bacaninha. Fica no Eixample e serve do café da manhã ao jantar. É também ideal para montar pique niques ou para quem alugou apartamento no AirBnB e precisa de coisinhas gostosas na geladeira. Linda, cheirosa e gostosa. Quer mais?

CORNELIA & CO

CALLE VALÈNCIA 225 | 932-723-956

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E para fechar com chave de ouro as dicas de Barcelona, tem o novo restaurante do premiado chef Gastón Acurio, do Astrid y Gaston, de Lima no Peru. O Tanta, em Lima, é um bistrô moderninho, que serve comidas deliciosas o dia todo. Em Barcelona ele é um restaurante cheio de estilo. Todos os funcionários são peruanos e sabem explicar direitinho a diferença entre anticucho, causa, ceviche, etc. Não preciso nem falar que tudo é delicioso e incrível. Melhor ainda se for com cava!

TANTA

CARRER CÒRSEGA 225 | 936-674-372

Bem, aproveite Barcelona e se descobrir coisas legais conte para a gente! Se for para Madri também, temos um guia chamado Europa de Cinema, com dicas da cidade. Já Paris tem um guia só para ela, o Paris para amar Paris. Boas viagens!

Onde comer em Estocolmo – Suécia

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Um amigo está de viagem marcada para Estocolmo e me pediu dicas. Como já faz um tempinho que não vou para lá, pedi para uma amiga sueca que mora na cidade me mandar dicas e aqui estão:

Cafés/Bares

ORANGERIET > Norr Mälarstrand Kajplats 464

VETE-KATTEN (typical swedish café) > Kungsgatan 55

SATURNUS (cool cafe) > Eriksbergsgatan 6

Restaurantes

MISS VOON (asian) > Sturegatan 22
RICHE (variado e animado) > Birger Jarlsgatan 4

EAST (japonês) > Stureplan 13

TAVERNA BRILLO (variado, novo e hip) > Sturegatan 6

BEIRUT CAFÉ (libanês bacana) > Engelbrektsgatan 37

ÖSTERMALMS SALUHALL (old supernice food market) > Östermalmstorg

Sofitel So, um hotel incrível em Bangkok

Clique aqui para ver minhas dicas 2014 de Bangkok!

Gente, até hoje não sei direito como é a maneira certa de escrever o nome da capital da Tailândia em português. Às vezes vejo da forma inglesa Bangkok, às vezes somente Bancoc e em outras a forma bizarra (e talvez a única veramente correta) Banguecoque.

Só sei que passo por essa cidade incrível com certa frequência desde os meus 18 anos, ou seja, já são 20 anos de idas e vindas por lá. O bom é constatar que a cidade está cada vez melhor e o que mais me impressiona é a quantidade de bons hotéis disponíveis. Posso até estar exagerando, mas talvez Bangkok seja a cidade mais bem servida no planeta por hotéis 5 estrelas. E o bom é que a competição faz com que os preços sejam bem atraentes.

Se em Paris, Nova York ou Londres um mega-quarto em um hotelão de luxo não sai por menos de US$ 600, em Bangkok dá para regalar-se em mordomias por bem menos.

Fui para lá na primeira semana de janeiro e fiquei em dois novos hotéis, para ter bastante o que descobrir. Cheguei e fui para o Siam Kempinski, chamado de urban resort, por ficar em uma área bem reservada, mas no miolo da cidade, com acesso direto ao shopping Siam Paragon. Mas sobre ele eu escrevo outro dia, pois o hotel que realmente me chamou a atenção foi o Sofitel So, em frente ao Lumphini Park, no começo da avenida Sathon.

Eu acho que o Sofitel So é a resposta da Accor para os hotéis W, pois aposta num ambiente ultradescolado para hóspedes de uma faixa etária de 25 a 45 anos. Tudo é muito cool e inundado de detalhes. Chega até a cansar um pouco, pois como eu adoro anotar tudo e ver novidades, não conseguia desligar a cabeça para curtir o hotel. ;-)

ps: todo mundo que conheci em BKK me falou que o W de lá não é bom

Bem, são 4 tipos de apartamentos, conforme os 4 elementos da natureza. Você pode escolher entre água, madeira, metal ou terra. O fogo fica por conta de um restaurante todo vermelho. O prédio é novinho em folha, o lobby fica no 9 andar, com uma vista incrível do parque com o skyline modernoso de Bangkok. Eles oferecem um drink de boas vindas que vem em três pipetas que, quando misturadas, ficam de uma coloração violeta. Interessante.

A piscina é outro show, apesar de não bater sol nela em nenhum momento do dia. Mas mergulhar com o fundo infinito da cidade é bem bacana. O spa também é ótimo. Fiz uma massagem aiurvédica que me relaxou tanto que dormi 12 horas seguidas na cama do quarto, que parecia uma nuvem.

Na cobertura fica um bar, ideal para ver o pôr do sol e as luzes da cidade. Caso hospede-se em outro hotel, vá ao menos tomar um drink ali pois não é tão cheio e turístico quanto o Sirocco no LeBua Tower (onde filmaram o Se Beber Não Case 2) nem como no Banyan Tree (onde não dá para ir de short ou chinelo).

Gosto sempre de testar novos hotéis quando vou para Bangkok, mas o Sofitel So acho que vai dar para repetir.

fiquei num apartamento madeira com janelão para a cidade e uma cama que parecia uma nuvem.

fiquei num apartamento madeira com janelão para a cidade e uma cama que parecia uma nuvem.

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O melhor de Santiago do Chile

Aproveitei que tinha algumas milhas expirando e fui passar o fim de semana em Santiago, no Chile. Saí de Curitiba na sexta-feira, dia 14 de dezembro às 6 da manhã e ao meio-dia, hora do Chile, já estava lá! O voo de GRU para SCL é rapidinho, só 3h30. Fui de TAM, voo lotado, principalmente de passageiros conectando de Zurique com a Swiss e de Frankfurt com a Lufthansa. Mas o avião é o 777 ótimo, limpo e espaçoso. Serviram um lanche, que estava honesto. Pedi vinho tinto e serviram (fui de econômica).

Do aeroporto para o centro fui de van por 3 mil pesos. Me hospedei no The Aubrey, um hotel super charmoso na região boêmia da capital. É uma antiga mansão reformada e que atrai um povo bem viajado e cool. Deu tempo de deixar as malas no quarto, comer uma coisinha para não morrer de fome e pegar o metrô para visitar a Concha y Toro.

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Sim, dá para ir de metrô. A vinícola fica em Pirque, uma cidadezinha ao lado de Santiago. Só que a viagem leva cerca de 1 hora e quando se chega no ponto final da linha azul ainda é preciso pegar um táxi. O metrô custa 670 pesos e o táxi mais 6.000. É bom agendar a visita com antecedência pelo site.

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O tour é bacaninha, mas bem básico. Tem duas taças de vinho incluídas e ainda dão de presente uma taça com a marca deles. Eu reservei o tour especial, que tinha uma degustação extra no final. Foram 4 vinhos com 4 queijos e me deram uma tábua de madeira de presente. Gostei de ter conhecido, mas já visitei vinícolas mais interessantes. O bom é que fica perto. Na volta peguei um táxi que cobrou 20.000 pesos até Las Condes.

Queria conhecer o hotel W. Tomei um drink ótimo na sacada com vista para os arranha-céus da cidade. O drink se chamava ginger mangotini. Bem bom. Mas para comer, o restaurante Tiramisú, ali perto, na Isiodora Goyenechea 3141, é bem mais interessante!

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No sábado fiquei relaxando na piscina do hotel. Depois comi uma pizza maravilhosa pertinho do Aubrey, em uma pizzaria de móveis antigos chamada Peperone Cafe, na esquina da Chucre Manzur com a Antonia Lopez de Bello. Ao invés de molho de tomate, eles usam palta (abacate). Adorei e recomendo. Eles servem também uma vária lista de cervejas artesanais de todo o Chile.

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Visitei o Centro Cultural Gabriela Mistral (interessante) e depois fui para o Parque Bicentenário. Antes dei uma passada no Hotel NOI e nas lojas chiques da Nueva Costanera. É uma zona bem civilizada e rica de Santiago. Mas o objetivo era o Restaurante Mestizo, na beira do parque. Mais drinks e comidinhas. Serviram uma empanada de ceviche MUITO boa. Aconselho reservar antes de ir se for para o almoço ou jantar. Como fui no meio da tarde só para beber e picar, não reservei antes.

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No sábado à noite fui na Blondie, uma boate muito legal. A entrada é meio sinistra, mas era festa em homenagem ao Morrissey e estava incrível. São três pistas de dança, uma delas enorme. A única coisa ruim é que ainda fumam em ambientes fechados, então a roupa teve que vir dentro de sacos plásticos e estou tossindo até agora.

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Bem, resumo da viagem. Eu achava Santiago meio chata e sem personalidade. Ainda prefiro Buenos Aires mil vezes, mas confesso que passei a admirar o Chile ainda mais. O bom é que tudo é limpo, seguro e civilizado, ficando a milhões de quilômetros luz do Brasil.

Voltei no domingo. O voo decolou de SCL às 13h30 e às 18h já estava em GRU outra vez! Vapt-vupt!

A propósito, as fotos são cortesia de Tom Lisboa, que foi comigo!

O show da Madonna no Madison Square Garden – MDNA Tour

Sou fã da Madonna da época da Immaculate Collection. Cantei e dancei todas as músicas dela da década de 80, mas nunca tinha ido a um show. Até que surgiu uma oportunidade que eu não podia perder. Para marcar o fim da turnê americana do MDNA, ela fez alguns shows “surpresa” no Madison Square Garden, em Nova York, justamente na semana em que eu estava lá! Depois ela embarca para a América do Sul (São Paulo, Rio e Porto Alegre na agenda).

Quando eu descobri, não pensei duas vezes e comprei os ingressos. Como a arena do Madison Square Garden não é grande como os estádios no Brasil, mesmo os lugares mais baratos não ficam longe do palco.

O show estava marcado para às 20hs. Cheguei cedo e estranhei a quantidade de lugares vazios. Tolinha! O show só começou depois das 22h. Aparentemente todo mundo sabia disto, menos eu rsrsrs. Mas tudo bem, quem abriu o show foi o DJ Martin Solveig. Virei fã!

O show está a altura da artista. Os (seis) figurinos são assinados por estilistas como Dolce & Gabanna e Jean Paul Gaultier. Projeções, luzes e cubos que sobem e descem no palco tornam o cenário super dinâmico. Na primeira parte sobram armas e cenas de guerra, sem nunca perder o glamour. Aos poucos o tom muda e fica um pouco mais leve e erótico, com direito a alfinetadas na Lady Gaga.

A cena onde Madonna faz um striptease ao som de Like a Virgin no piano é memorável (e causou muita polêmica em várias cidades por onde ela passou). O público está a poucos centímetros da cantora, a ponto de conseguir colocar seus dólares no seu corpete, como se estivessem em vendo um autêntico striptease. E ela provoca o público a ser generoso, elogiando os que chegaram a dar notas de US 100. A renda arrecadada é destinada às vítimas do Sandy… estou curiosa para saber para qual causa será destinada no Brasil.

Sua disposição e energia continuam impecáveis. Outros pontos altos do show foram os “soldadinhos de chumbo” pendurados, e o gran finale com Like a Prayer. No dia que eu fui ainda teve uma aparição supresa do sul-coreano Psy cantando seu hit “Gangnam Style”. Divertidíssimo!

Madison Square Garden

O Madison Square Garden (apelidado de “The Garden”) é palco de estreia de grandes turnês, lutas históricas e shows. Desde que abriu, em 1968, passaram por lá os maiores astros pop do planeta como Michel Jackson, The Police e até a Ivete Sangalo. Vale a pena dar uma olhada na programação antes de ir para NY. É lá que acontecem também, os jogos Knicks, time “oficial” de basquete da cidade.

_parte 3: Japão, caro? Caro é o Brasil!!!

Tá vendo o Guia Brasil ali no meio?

Sempre que falo que venho para o Japão, a primeira reação de muita gente sempre é arregalar os olhos e falar: nossa, mas o Japão é tão caro!

Bem, há verdades e verdades, não é mesmo? Por isso, comecemos pelo começo.

O primeiro custo é a passagem de avião, que sai quase o dobro do que ir para a Europa, já que o Japão fica duas vezes mais longe. Faz sentido, né? Só que quem é esperto, fica de olho e descobre que viajar via Estados Unidos é mais barato do que via Europa ou Oriente Médio. Isso porque, para passar por lá, é preciso de visto, tem que fazer imigração, etc. E há também muitos e muitos voos entre várias cidades americanas e Narita, aqui em Tóquio. Em abril, quando fechei minha passagem, vi uma oferta com a United, partindo do Rio de Janeiro, por R$ 1.900. Sim, R$ 1.900 o trajeto Rio-Newark-Los Angeles-Tóquio ida e volta. Mas o mais normal é pagar algo em torno dos R$ 2.500. Parcelando em 5 vezes com a Emirates, fica R$ 500 por mês.

Depois tem o custo do hotel. Nisso, Tóquio é bem mais barata do que Nova York, Rio ou São Paulo. Escolhi um hotel legal e bem localizado, no coração de Shibuya. Já fiquei numa caixa de sapatos em Shinjuku por US$ 100 por dia e quase morri sufocado, por isso dessa vez gastei R$ 350 por dia (se viesse com alguém o preço para duas pessoas era o mesmo) e tenho um quarto de bom tamanho, com uma vista incrível da cidade e estou, literalmente, no coração da muvuca japonesa. A porta do elevador abre e pronto! Acaba que gasto bem pouco com transporte. Detalhe que havia outras ofertas aqui em volta, mas preferi dar uma esbanjadinha para ter wifi e café da manhã incluídos. Quero ver você encontrar algo assim em Ipanema.

Vista do meu quarto, no 24º andar!

O aeroporto de Narita fica bem longe do centro da cidade. São cerca de 100 km. Peguei um trem expresso, que leva 1 hora para chegar até Shibuya. Paguei R$ 50 cada perna, em uma oferta para turistas estrangeiros. O total do bilhete foi R$ 143, mas inclui a ida, a volta e mais R$ 43 em créditos em um cartão magnético chamado Suica, que dá para usar no metrô, ônibus e em várias lojas. Sabem quanto é a corrida de táxi até o Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba? R$ 80, pelo menos. E de Guarulhos até os Jardins? Nem te conto para você não ter um choque.

Quase não andei de metrô, pois gosto de caminhar. Mas o preço de um trajeto razoável é R$ 6. Os valores vão conforme a distância viajada. São bem lógicos esses japoneses. O que é um pouco caro é o táxi. Teve uma hora em que meu pés estavam doendo, de tanto caminhar. Resolvi que iria esbajar num táxi. Rodei uns 20 minutos e a corrida foi R$ 45. Não sei se teria custado muito menos em Sampa.

Quando dá sede, as várias vending machines têm latinhas de Coca-Cola a R$ 3 cada. Mas nas lojas de desconto, que estão por toda a parte, a latinha de refrigerante custa R$ 1,50.

Ontem, almocei com uma amiga em um restaurante de lamen (sopas e caldos) em pleno Roppongi Hills, que seria o Shopping Cidade Jardim daqui. Dois bowls de sopa, sendo que um era com arroz, frango e ovo, além de chá Oolong gelado à vontade saiu R$ 26. Isso que aqui não tem que pagar nem serviço nem dar gorjeta.

Jantei várias vezes em um restaurante de sushi onde tomei saquê gelado e pedi os sushis de toru, que é a parte gorda e saborosa do atum. Comi bem, sem economizar e gastei R$ 28 no dia em que mais comi.

No Starbucks, um café latte tall com um sanduíche BLT (bacon, alface e tomate) custa R$ 20.

Tá gostando? ;-)

As vitrines dos restaurantes têm modelos dos pratos feitos de cera, com os preços as ofertas!

Depois teve umas e outras compras, já que ninguém é de ferro e Tóquio é um dos lugares mais incríveis do planeta para fazer compras. Fui na livraria mais legal daqui, a T-Site e comprei vários livros e revistas. Saí carregado da loja e gastei R$ 200. Se tivesse comprado a mesma quantidade de livros e revistas na Livraria da Vila, na Cultura ou na FNAC teria gasto bem mais, com certeza. Pena que os livros são em japonês.

Uma calça jeans legal na Uniqlo custa R$ 90 e fazem a barra de graça, na loja, em 30 minutos.

Comprei também um pullover de lã bem bonito em uma loja super cool, a Graniph. Custou R$ 100. Ainda me deram uma camiseta de presente.

E assim vai… Então, fazendo as contas, não é assim tão caro passar uns dias aqui em Tóquio. Com a diferença que, por valores mais interessantes do que os que a gente gasta todos os dias em Curitiba, Porto Alegre, Rio ou São Paulo, aqui no Japão tudo é de alta qualidade, o serviço é impecável, a limpeza incrível e tratam o cliente como rei. Tá na hora da gente acordar para o custo Brasil, gente. Na terrinha, a gente paga caro e recebe porcaria e descaso em troca.

_parte 2: Tokyo para iniciantes e iniciados

Hoje foi o segundo dia aqui em Tokyo e já estou me sentindo japonês. Nas últimas vezes em que estive aqui, sofri horrores com jet lag. Por sorte, agora durmo à meia-noite e acordo às 8 da manhã automaticamente, sem Myolastan nem Dormonid. Isso ajuda um monte, pois passo o dia todo batendo perna pela cidade.

Ontem fui correr em Yoyogi. Explorei parte de Daikanyama. Visitei a maravilhosa livraria Tsutaya e depois fiz compras em Shibuya. Pena que o ien está tão valorizado e tudo aqui é tão caro, pois a vontade é de encher contêineres de tralha. Falando em tralhas, Tokyo é a cidade perfeita para isso pois tem loja de tudo. Hoje vi uma que só vende adesivo. Tinha outra que vendia só muffins. Me enfiei em uma parecida com a Casa das Mágicas, que ficava no subsolo do Shopping Mueller e quase morri de rir. O pior é que fico rindo sozinho e os japoneses ficam rindo de mim rindo sozinho.

Tenho um bom senso de direção em um radar infalível para coisas bacanas (olha eu me achando). Mas é verdade. Hoje estava passeando em Tokyo Midtown e vi uma loja bem legal, que vendia quilha de prancha de surfe. Entrei, falei com o vendedor, pedi um cartão. Achei a loja meio estranha, pois era muito cool para vender apenas quilhas. Não é que sento em um banco no parque em frente e abro o meu guia para descobrir que é a loja mais cool/upperclass/cara/selecionada/diferenciada da cidade. Daí vi que atrás do balcão tinha uma escada que ia para um segundo andar, só que só pode entrar gente convidada. Como tinha uma escada que ia para baixo, desci. Foi horrível pois vi que não era bem-vindo por ali. Acho que teria que, além de ser japonês, ter passado duas horas no salão de beleza e ter pedido conselhos de guarda roupa para a Ana Wintour para ser bem recebido naquele lugar. As vendedoras até prenderam a respiração quando viram que minha calça era da Uniqlo. Ha ha ha…

Fiquei até jururu, me sentindo o último dos ocidentais, pois nunca vou conseguir penetrar naquele clube exclusivo das japas ricas de Tokyo. Mas ergui a cabeça e resolvi pegar um táxi, só para levantar o meu ego. Não é que foi a corrida mais cara da minha vida? Mas tudo bem…

O táxi me largou na frente da estação de Harajuku. Vi uma ruela meio diferente, com um portal cor de rosa e luzes coloridas que diziam Takeshita Dori. Resolvi explorar. Foi um choque. Inversamente proporcional ao da loja de Tokyo Midtown. É uma rua que parece uma feira livre de La Paz, misturada com Soweto. Achei a coisa mais estranha do mundo aquilo ali estar no meio de Omotesando. Muito barulho, coisa brega, gente feia, cheio ruim, imigrantes, roupa fora de moda, etc. Um horror. Quando consegui finalmente chegar ao fim da tal da Takeshita Dori, abri meu guia para ver se aquilo ali constava nele e não é que dizia que era a “Street from Hell”. Quase morri de rir outra vez. Deu para ver que ando super bem humorado. É a falta de jet lag. Ha ha ha

Depois descobri um lugar chamado 246 Commons, que é um antigo estacionamento – terreno baldio que transformaram em um Farmer’s Market. Super bacana, mas percebi que o legal em Tokyo é ser caipira. E caipira japonês cobra R$ 10 a cabeça de alface.

Ah, tem também os efeitos de Fukushima. Por causa do tsunami e dos problemas com a central atômica, todos os reatores nucleares do Japão foram desligados. Ou seja, está faltando energia elétrica. Por isso, as lojas, os hotéis e até o metrô estão com uma campanha de economizar energia. Ou seja, faz um calor do cão em todos os lugares. Fica todo mundo suando, com plaquinhas na lapela que dizem: Sorry, am casual to save energry. Também disseram para eu não tomar água da torneira, que está contaminada com radiação. Só não consegui perguntar se não tem problema escovar os dentes com ela. Bem, se até na Índia eu escovo os dentes com água da torneira, não é um pouco de urânio enriquecido que vai fazer minha gengiva ficar preta.

Outra coisa estranha é que não tenho tido fome. Hoje, por exemplo, não comi nada. Talvez seja a radiação no ar…

Agora vou tomar um banho (olha a água contaminada outra vez) e dar um rolê pelas ruas iluminadas de Shibuya! Quem quiser ver algumas fotos, checa aqui no Instagram.

_parte 1: Entrando na Twilight Zone

Perdi noção das horas. Meu corpo já não sabe mais se as 11 horas do relógio são da manhã ou da noite. Dentro do avião está escuro e tem até estrelinhas brilhando no teto, mas dá para ver pelas frestas das janelas que o sol brilha lá fora. Uma olhada na tela da minha frente diz que estamos sobrevoando a fronteira entre o Chade e o Sudão. Se tivéssemos que fazer um pouso forçado, será que iriam me levar para o Sheraton Khartoum? Fisicamente, queria me jogar em uma cama macia, de lençóis brancos e cheia de travesseiros. Não sem antes tomar um longo banho para lavar os meus cabelos, que nunca estiveram tão oleosos.

Só que ainda estou no meio da jornada entre Curitiba e Tóquio. Faltam as três horas de voo até Dubai, algumas horas perambulando pelo terminal no melhor estilo zumbi pós-moderno e 9 horas de voo até Narita, no impressionante Airbus A380.

Acho inacreditável e ainda fico surpreso com a possibilidade de entrar em um avião no Rio de Janeiro e, 14 horas e 7 fusos-horários depois, ser despejado em um terminal futurista no coração do Oriente Médio. O corpo viaja mais rápido do que a alma.

Já comi, já dormi, já assisti a todos os episódios da primeira temporada de 2 Broke Girls, já caminhei várias vezes até a fileira 21 (estou na 47, perto do rabo) e não consigo escolher um filme para assistir devido à enorme oferta. São mais de 1.500 programas, entre filmes, séries de TV, documentários, podcasts e jogos. Trouxe um livro, mas estou muito cansado para ler letras e tentar fazer sentido do escritor Haruki Murakami, em espanhol.

Por isso resolvi escrever, antes que sirvam nosso jantar, ou almoço, ou café da manhã, dependendo de qual relógio eu olhar. O meu, que ainda está no horário do Brasil, o do avião, que mostra o horário do sudanês ou o do destino. Isso sem contar que em Tóquio as pessoas já estão indo dormir, pois o sábado lá já acabou. O meu não existiu.

É a primeira vez que voo de Emirates depois de 6 anos. Houve uma época em que voo da Emirates para mim era mais fácil do que pegar táxi. Dubai-Londres, Sydney-Dubai, Malta-Trípoli, Hong Kong-Bangkok, Dubai-Nova York. Eu conhecia cada compartimento, cada barulho, cada tipo de avião. E a empresa continua impressionando. Fico chocado com o tamanho da tela de TV pessoal, com a iluminação da cabine, que simula tanto o nascer quanto o por do sol. A atenção do pessoal de cabine, a qualidade da comida, a oferta de bebidas e até com o conforto do assento (leia-se conforto com várias aspas, em se tratando de classe econômica).

Bem, chegou a hora de escolher entre o tajine marroquino de cordeiro ou o frango com feijão preto. Por hora é isso. Quando puder, escrevo mais.

Ainda dá tempo de esquiar na Argentina e no Chile!

Quem gosta de esquiar não deve se esquecer que a neve nos Andes não acaba junto com as férias escolares. Pelo contrário, neva mais em Agosto e Setembro do que em Julho. Aproveite que as estações estão mais vazias e os preços mais baixos para fazer snowboard em Las Leñas, Bariloche, Chapelco, Ushuaia, Valle Nevado etc. Veja o que achamos de Las Leñas:


De Natal a Porto Alegre

Praia de Ponta Negra, em Natal. Vista da piscina do hotel Manary.

Passei o fim de semana de 22 a 24 de junho em Natal. Precisava fugir da chuva e do frio de Curitiba. Além do mais, tinha exatamente 20.000 milhas com a TAM que estavam por vencer. E lá fui eu, via Guarulhos. Ao chegar na cidade, uma ótima surpresa: sol e calor. Parecia que eu estava em outro país, onde a paisagem tem cor, já que tanto aqui em Curitiba quanto em São Paulo a única cor nestes meses de frio e neblina é o cinza.

Escolhi um hotel bem bacana, da rede Roteiros de Charme, que havia selecionado para o Guia Brasil. O hotel fica na praia de Ponta Negra, é bem charmoso e tem um restaurante ótimo, que faz parte do Prato da Boa Lembrança. Jantei no hotel no primeiro dia. Ótimo.

No sábado, fiquei na praia o dia todo. A água do mar é limpa e só não fica transparente pois estava bem agitada. Mas caminhar do Morro do Careca até o hotel Sehrs é uma delícia. Melhor ainda é a mordomia de carrinhos de camarão e lagosta, que servem tudo fresco e feito na hora. Mesmo assim, fui almoçar no Mangai, pois estava curioso para conhecer o tal restaurante.

É um buffet por kilo de comida regional. A variedade é enorme, mas achei tudo um pouco bagunçado, apesar da comida ser ótima e o serviço bem eficiente. Falando nisso, em Natal não tem o tal “ritmo da Bahia”, onde tudo demora horas. Achei os potiguares bem agilizados.

Cangaceiro na frente do Restaurante Mangai

À noite, no sábado, fui jantar no Camarões, outro restaurante bem conhecido na cidade. Na verdade, Natal tem 4 restaurantes Camarões. Todos são ótimos. Os pratos dão para duas pessoas. Pedi um pastel de camarão com catupiry de entrada e depois camarões à portuguesa, com enormes lascas de bacalhau. Uma delícia. O arroz veio com alho queimado, que combinou superbem com o prato, só que fiquei com um bafo horrendo.

Domingo fiquei na piscina do hotel até a hora de voltar. Saí de lá às 14h e dormi em casa. Voltei via Brasília.

Meu lugar favorito na piscina do hotel Manary.

Já na terça-feira desta semana, embarquei para Porto Alegre, no outro extremo do Brasil. Fui para o evento de lançamento do livro Peruca, Pizza e Pitadas de Químio, que editamos para a Ivani Rossi. Por incrível que pareça, fez um dia maravilhoso. Antes do evento, fomos visitar a Fundação Iberê Camargo, que também está no Guia Brasil. É um lugar incrível e na frente tem um café Press, com vista para o rio Guaíba.

Vista de uma das janelas da Fundação Iberê Camargo, na beira do rio Guaíba, em Porto Alegre.

Curtimos a exposição e ficamos vendo o pôr do sol no rio até a hora de ir para a FNAC do BarraShopping Sul. Depois do evento, uns amigos me levaram jantar no Press do animado bairro de Moinhos. Como gostamos do café, adoramos o restaurante, que também tem um serviço hiper eficiente. Comi um entrecote com legumes em tiras que vai ficar por bastante tempo na minha memória.

No Press, café com pimenta em amaretto e um croissant com queijo e presunto delicioso!!!

Pronto! Esta foi a minha semana agitada, de norte a sul do Brasil. Agora vou sossegar em Curitiba, pois só viajo no dia 21 de julho! ;-)

Turismo enológico em Bordeaux, na França

Uma ferramenta bastante interessante para quem está planejando visitar os vinhedos da região de Bordeaux, no sudoeste da França é o site Bordovino. Através dele, é possível programar visitas aos “châteaux”, saber o que está aberto, reservar salas e cursos de degustação ou até mesmo juntar-se a um pequeno grupo de visitação à região.

Tbilisi fica na Geórgia. Mas onde fica a Geórgia?

Passei a primeira semana de maio na Geórgia. Visitei a capital, Tbilisi e o balneário de Batumi, no Mar Negro. Antes de viagem, as pessoas me perguntavam para onde eu estava indo. Ao responder Geórgia, muitas não tinham ideia do que eu estava falando e outras achavam que a viagem era para Atlanta, nos EUA. Claro que a Geórgia não está no roteiro mais comum dos turistas brasileiros, mas como sou curioso, fui até lá conferir. Há algum tempo que estava intrigado com este pequeno país. Ao contrário de lugares como a Sérvia, Azerbaijão, Kosovo e Armênia, eu sempre lia coisas boas a respeito de lá.

No ano passado comprei um livro de fotos lindo feito pela agência Magnum. O presidente do país, Mikhail Saakashvili, o mais jovem líder europeu, encomendou o livro como forma de divulgação da Geórgia. Vários fotógrafos renomados puderam percorrer livremente o território e fazer as fotos que quisessem. Isso mostrou a abertura do lugar e me deixou com vontade de conhecer.

Por coincidência, na mesma época eu vagava por uma livraria quando me deparei com um livro da Cosac Naify do John Steinbeck com fotos do Robert Capa chamado Um Diário Russo. Em um dos capítulos eles descrevem a experiência que tiveram por lá em 1947 e fiquei fascinado com a história, principalmente com a descrição da chegada deles em Batumi, na beira do Mar Negro.

Depois passei a ver notícias dos projetos arquitetônicos do italiano Michelle de Lucchi, que foi contratado para criar ministérios, pontes e outros monumentos modernos a fim de colocar a Geórgia no mapa internacional dos lugares bacanas.

Mas nada melhor do ir checar in loco o que está acontecendo. Fui com a Turkish Airlines, via Istanbul. Do aeroporto de Atatürk até Tbilisi é apenas 1h30 de voo. Não é preciso de visto de entrada nem de vacina e tudo é muito fácil na chegada. Meu amigo Delyan Manchev, que mora em Sófia, na Bulgária, foi comigo. Nos hospedamos na British House, um hotel-guesthouse bem interessante, pois é administrado por uma família local. Então, querendo ou não, dá para fazer contato com as pessoas dali. São todos muito simpáticos e quase sempre falam inglês e russo, além do georgiano. A propósito, a língua deles é bem diferente e o alfabeto então, mais diferente ainda. Nada a ver com o nosso latino, nem mesmo com o cirílico. Olhando as placas e outdoors, mais parece uma língua da Índia ou do Myamar.

Dois dias em Tbilisi foram suficientes para conhecer a cidade antiga, a nova catedral da Santa Trindade, o Palácio Presidencial, a Ponte da Paz a Avenida Rustaveli e a Praça da Europa. A cidade é supercompacta e há várias opções de restaurantes e bares. A impressão que se tem é que a maior parte da população é jovem. De Tbilisi, vamos com a Georgian Airways para Batumi em 40 minutos de voo. É o único voo doméstico do país. No trajeto, muitas montanhas nevadas, que vão acompanhando o avião até a descida na beira do Mar Negro. De carro ou trem a viagem levaria umas 7 horas. Por falta de tempo optamos pelo avião.

Batumi é uma mistura de resort com balneário. Há vários cassinos, prédios ultramodernos e outros com gosto bastante duvidoso. As praias são feias, cheias de pedregulhos, mas a água é limpa (e gelada). Não tem muita coisa para fazer por lá e, como estávamos fora da temporada de verão, havia pouca gente nas ruas. Comi em um restaurante ucraniano, o Ukrainochka, um prato chamado de “herring com casaco de pele”, uma salada de herring, maionese, batatas e beterraba. Uma delícia. Comi também vários katchapuri, uma pizza local, com queijo e ovo. A Geórgia produz muitos vinhos interessantes e tem queijos bons, principalmente o Sulgumi. Quase todos os restaurantes têm cardápios em inglês e, apesar do serviço ainda não ser lá muito amigável, é eficiente.

O que deu para notar é que há um grande esforço de todos os georgianos de fazer com que o país seja bem visto pelos turistas. A Geórgia é alinhada com o Ocidente, quer fazer parte da OTAN, está brigada com a Rússia e, nos últimos 10 anos, conseguiu conquistar uma grande estabilidade. A maioria dos ministros e governantes é bem jovem e idealista e o governo pensa para frente, atraindo investimentos externos e sendo bastante “business friendly”.

Adorei ter conhecido este minúsculo país, mas a melhor parte da viagem foi a escala de um dia em Istanbul, que é uma das minhas cidades favoritas!

Eu em frente à Igreja da Santíssima Trindade

A cidade antiga de Tbilisi

O Parlamento local

Dubai? Não, a ponte do arquiteto de Lucchi

placas em russo e georgiano nos muros de Tbilisi

mais um prédio moderno

boas vindas a Batumi com crianças e doces locais (iguais aos doces turcos)

Batumi colorida e insólita

culinária ucraniana

Dubai? Não, Batumi.

O Mar Negro é azul

Em Giverny, fique mais um pouco

Giverny é essa microcidade, a menos de 80 km de Paris, que abriga um dos jardins mais famosos do mundo. De lá que o pintor francês Claude Monet criou algumas de suas mais famosas obras impressionistas. Quem percorre os caminhozinhos do jardim tem realmente a impressão de estar dentro de uma de suas pinturas. A ponte japonesa escondida no meio de cerejeiras, o lago recheado de ninfeias (aquelas plantas aquáticas) e as centenas de flores que formam uma paleta de cores de encher os olhos. Tudo remete à arte impressionista.

A visita à Fundação Monet já faz parte do roteiro de muitas pessoas que vão a Paris. Diversas empresas fazem “Day Trips” até lá ou ainda, quem quiser, pode pegar um trem e em menos de 50 minutos está em Vernon, de onde sai o ônibus para Giverny. Tudo super acessível e fácil de encontrar. Mas aqui vai a dica do dia: se você quer realmente viver uma experiência incrível nesse pequeno pedaço da Normandia, estenda o seu roteiro e fique uns dias por lá.

Giverny

Ainda que muito pequena, a cidade tem várias pousadas, no melhor estilo “Bed and Breakfast”. No “La Pluie de Roses”, uma dessas hospedarias, um charmoso e simpático casal de franceses vai te receber de forma deliciosa. A casa, por si só, já oferece um cenário único, com fotos, livros, quadros e antiguidades por todos os lados. Elizabeth, uma atriz e cantora de ópera, e Philippe, um ex-baterista e produtor musical, são atenciosos, cuidadosos e bons de papo. Elizabeth dá docinho para as crianças (que são bem-vindas por lá, by the way) e Philippe acende a lareira no final da tarde para servir um vinho no jardim de inverno. Assim tá bom, né?

Giverny-1

A cidade tem mais a oferecer do que a Fundação Monet. Restaurantes, antiquários, trilhas…. E bem pertinho, mais ainda. Em Gasny, a literalmente 10 minutos de Giverny, tem um restaurante gourmet premiado, o “L’Auberge Du Prieure Normand”, com excelentes opções para saborear a gastronomia francesa. E ainda quem estiver de carro, pode conhecer mais dessa região, visitando os castelos históricos ali por perto, como o Chateau Gaillard, em Les Andelys, do século 12, construído pelo Ricardo Coração de Leão. Tudo é perto e fácil de se localizar.

Fundação Monet
Aberta diariamente de 1º. de abril a 1º. de novembro.
www.fondation-monet.fr

Le Pluie de Roses
Pousada localizada bem próxima à Fundação Monet, em Giverny.
A reserva é feita diretamente com eles, por email. Não aceita cartão de crédito.
Child-friendly. Se necessário, disponibilizam berço.
www.givernylapluiederoses.fr

L’Auberge Du Prieure Normand
Em Gasny, a 10 km de Giverny. É preciso reservar. Tem “menu enfant”.
http://aubergeduprieurenormand.com

Para saber mais sobre a região, acesse www.giverny.org.

Chegou a vez da sua família ir para Aracaju

Quem viajou de GOL no mês de março deve ter visto a matéria sobre a viagem para Aracaju que a Pati Papp fez com sua família. Se você não teve a oportunidade de conferir na revista da GOL, confira as dicas dela sobre a capital sergipana e responda “Por que você gostaria de ganhar uma estada no Aruanã Eco Praia Hotel”, as respostas mais divertidas vão concorrer a duas estadias no mesmo hotel que ela ficou em Aracaju.

Aracajú com crianças

Aracaju é mais lembrada pelas festas juninas do que pelas praias. O mar não tem o mesmo tom verde-azulado dos estados vizinhos, mas a capital de Sergipe tem um clima tranquilo e o principal: é child friendly. Soube que Aracaju havia mudado nos últimos anos e decidi conferir.

O QUE TEM POR LÁ

A orla de Atalaia: revitalizada recentemente, possui cerca de 4 quilômetros na beira da praia onde foram criados parques e pistas de bicicleta, patins, quadras e playgrounds. Bem no centro da orla fica o maior de todos: o Mundo Maravilhoso da Criança, com carrossel, túneis e escorregadores de vários tamanhos.

As praias: a praia de Atalaia é a mais badalada e possui uma faixa larga de areia que é própria para banho em toda sua extensão.  Na sequência vem a praia Aruanã, onde está a sempre animada Passarela do Caranguejo (um trecho repleto de restaurantes e barracas especializadas no crustáceo). Na famosa Parati, na praia de Aruana, além de quiosques de sapê, mesas com vista para o mar, espreguiçadeiras, restaurantes e chuveiros, há playgrounds e banheiros limpos com trocadores.

Oceanário de Aracaju: também localizado na orla. Um programa excelente para o fim de tarde. O espaço é mantido pelo projeto Tamar e ocupa um prédio de mil metros quadrados em forma de tartaruga.

HOSPEDAGEM

Os hotéis ficam na região central da orla, quase todos novos ou reformados.  Nossa escolha foi o Aruanã Eco Praia Hotel, localizado a beira-mar, mas um pouco afastado do centro, cerca de 15 minutos. Um lugar charmoso com ampla área externa, que oferece a estrutura perfeita para quem viaja com a família: quartos amplos, brinquedoteca, piscina com área para crianças pequenas, banheiro infantil com fraldário, privadas e pias adaptadas para os pequenos.

ALIMENTAÇÃO

Na frente do hotel que nos hospedamos fica o Sollo, considerado um dos melhores restaurantes de Aracaju, mas o almoço mais simpático foi no Caçarola, no Mercado Municipal. Almoçamos pratos da cozinha regional sergipana. Para jantar, uma boa opção é o Cariri, um dos restaurantes mais famosos da região, onde também funciona uma casa de forró desde 1999. Os garçons trouxeram um bercinho quando perceberam que a Luiza estava quase dormindo no meu colo! Chegamos a conclusão que em Aracaju, quem tem filho pequeno, precisa deixar de sair para tomar uma cervejinha ou para um bate papo com os amigos.

ARREDORES

Cânion do Xingó: é um dos maiores do Brasil, um lugar lindíssimo, com águas verdes e paredes vermelhas e fica a cerca de 200 km da capital Aracaju. Um destino muito bacana e apropriado para quem gosta de viajar com os filhos pelo país. Clique aqui e saiba mais sobre nosso passeio.

Foz do Rio São Francisco: O passeio até pertinho do encontro do rio com o mar, leva cerca de meia hora e custa R$ 35 por pessoa (as crianças não pagam). O banho da água doce do rio é uma delícia (não dá para entrar no mar porque ele é muito brabo), as crianças também se divertiram nas pequenas lagoinhas que se formam quando a maré está baixa. Clique aqui e saiba mais sobre nosso passeio.

Dunas de Piaçabuçu: As dunas de Piaçabuçu ficam em uma região de preservação, o acesso é super restrito. Poucas pessoas fazem e os grupos são muito pequenos. Ou seja, uma imensidão de areia para todos os lados. Confira aqui nossa experiência.

Em resumo, foi uma viagem incrível que recomendo a todas as famílias. Além de todos os passeio incríveis que fizemos as crianças tiveram a oportunidade de conhecer um pouco da rica cultura local.

SUA VEZ DE CONHECER ARACAJU

Gostou da experiência da Pati? Deu vontade conferir de perto todas estas dicas? A Pulp Ediçõesuma forcinha!

• Curta a página do Aruanã Eco Praia Hotel no Facebook (clique aqui)

• Curta a página da Pulp no Facebook (clique aqui) ou siga a @pulpedicoes no Twitter (clique aqui)

• Responda à seguinte pergunta: “Por que você gostaria de ganhar uma estada no Aruanã Eco Praia Hotel”.

As duas respostas mais divertidas (eleitas pela comissão de assuntos divertidos da Pulp) ganharão 3 noites cada, (para 2 adultos + 1 criança em acomodação dos apartamentos Deluxe ou Premium + café da manhã + almoço executivo) no Aruanã Eco Praia Hotel em Aracaju + 1 guia “Como Viajar com Seus Filhos sem Enlouquecer” da coleção Crianças a Bordo da Pulp Edições.

• A reserva deverá ser feita de acordo com a disponibilidade, exceto em feriados.

O concurso começa hoje 24/04/12 e vai até dia 14/05/12. Corra participar, quem sabe você garante as férias de julho deste ano?

Buenos Aires sempre é bom!

Passei a Páscoa em Buenos Aires e trouxe algumas #pulpdicas legais. A primeira é tentar aterrissar no Aeroparque (código AEP), a versão local de Congonhas, já que fica bem no centro e dali até a grande parte dos hotéis leva, no máximo, 30 minutos. Tanto a TAM, quanto a Gol, Aerolíneas, LAN e Pluna voam para ele.

Hospedei-me no Hotel Own Palermo Hollywood, que é de um amigo meu. O hotel é pequeno, no estilo hotel-butique, fica no meio do bochicho da vida noturna e a poucas quadras de Palermo Soho. Quem gosta de balada vai gostar de saber que tem umas 6 ou 7 ótimas a, no máximo, 6 minutos a pé dali.

Own Palermo Hollywood | Cabrera 5556

Dele também fica fácil para ir correr (eu adoro correr) nos parques de Palermo, que ficam cheio de gente no fim de semana e é um ótimo local para paquerar.

Na primeira noite fui jantar no UNIK, que serve culinária espanhola contemporânea e a decoração é linda. Mais para o lado caro do que barato, mas vale cada centavo. O serviço foi excelente e a comida inesquecível.

UNIK Restaurant | Soler 5132

No sábado fui até Puerto Madero pois queria conhecer a coleção de arte da Amália Lacroze de Fortabat, que também vale a visita. Já o Faena Arts Center, ali perto, está meio com cara de abandonado.

Coleção de Arte Amália Lacroze de Fortabat | Olga Cossettini 141

Com outros amigos fui jantar no Dominga, onde comi um peixe maravilhoso, servido em uma caçarola de ferro e, de sobremesa, pedi um vulcão de chocolate com sorvete de creme. Divino.

Dominga Restaurant | Honduras 5618

Ontem, depois de passar o Domingo de Páscoa na casa de uma família portenha, cheia de crianças, fui jantar sozinho no Abra Pampa, a duas quadras do hotel. Estava com desejo de comer um bife ancho com espinafre à la crema e uma taça de vinho tinto. Foi muito bom.

Abra Pampa Parilla | Humboldt 1602

Agora já estou de volta ao trabalho… Mas recomendo Buenos Aires para todos os meus amigos! Ah, antes que eu esqueça, um ótimo aplicativo para baixar no celular enquanto estiver em Buenos Aires é o do Guia Óleo, que tem TODOS os restaurantes da cidade, com mapas, notas e comentários!

ps: a propósito, fui dar uma olhada nas dicas do guia Buenos Aires com Crianças, da Pulp, e são todas ótimas!!!

Bares, cervejarias e restaurantes do momento em Barcelona

Quando escrevi o guia Europa de Cinema, fiquei bastante tentado em incluir Barcelona na lista das cidades a serem pesquisadas. Adoraria ter descrito as cenas de Vicky Cristina Barcelona. Mas, por razões editoriais, tive que ficar com Paris, Londres, Berlim, Roma e Madri. Só que Barcelona continua sendo um dos meus destinos favoritos e acabei de convencer um casal de amigos a trocarem Beirute por Barcelona. Para ajudá-los a programar a viagem, pedi para outro amigo, catalão “da gema”, que me mandasse as dicas mais bacanas de onde comer na capital da Catalunha.

Seguem as dicas de Miquel Martín, diretor da Brandery, a feira de moda mais hip da Espanha:

TAPAS “WITH A TWIST”

Tickets

Bar Ramón

BarMut

LUGARES ESPECIAIS

El Xiringuito del Escriba (paella)

Cal Pinxo (paella)

OS CLÁSSICOS

Casa Leopoldo

El Tossal

El Xampanyet

La Bodegueta

La Flauta

Cervecería Catalana

Ciutat Comtal

OS “IT PLACES” – LUGARES DO MOMENTO

Ximei (ótima culinária veneziana)

Kafka

Cornelia

Bar Lobo

BARES

Com a chegada da primavera, os rooftops são uma ótima pedida

Casa Fuster

W Barcelona

Mandarin Oriental

Boas viagens!

Feliz Nyepi

Pssssss…silêncio. Hoje é dia de afastar os maus espíritos. A informação vem lá de Bali, onde o meu irmão e sua recém-esposa curtem a lua de mel bem quietinhos no quarto do hotel. É que hoje se comemora o Hary Raya Nyepi, o ano novo deles. Na tradição local, todo mundo tem que ficar em silêncio para que os espíritos do mal passem bem longe da ilha. O comércio fecha e a população não sai de casa. A propósito, eles chegam hoje ao ano de 1934.

Foto de Karina Bettega

Meus dias em Trípoli, na Líbia

Em 2006 eu ainda trabalhava de comissário na Emirates e começamos a voar para Trípoli, na Líbia. Em um mês, fui três vezes para lá. Em uma delas, fiquei três dias na capital do Coronel Gaddafi. Nas outras, apenas 24 horas.

Dos países para onde voávamos, a Líbia era o único que confiscava nossos passaportes no aeroporto. Chegávamos, entregávamos os documentos para os policiais, que ficavam horas colocando informações em um computador muito velho. Nós ficávamos em uma sala de espera, de pé, sem poder conversar nem tirar fotos dos enormes painéis com imagens do Gaddafi.

ele está por todos os lados

No caminho para o hotel, ganhávamos dinheiro local, para gastar com alimentação durante a estadia. Uma guia bem jovem e bacana nos ia explicando sobre o país, dando risada e contando piadas. O hotel era um show, o Corinthia Bab Africa, um arranha-céu em frente ao Mediterrâneo. Na época era o único hotel 5 estrelas de Trípoli e o bom é que ficava ao lado da Medina, a cidade velha.

o hotel

vista do apartamento

O pessoal da Emirates pedia para a gente não sair do hotel, ou, se fosse o caso, sairmos em grupos. Houve histórias de gente que teve sequestros relâmpago e foram deixadas no meio do deserto, no subúrbio da cidade, sem dinheiro. Bem, eu não queria chegar em uma das cidades mais exóticas, em um dos países mais fechados da África e ficar vendo CNN no quarto do hotel. Convidei alguns dos outros comissários e fomos explorar a cidade.

Como quase não havia turistas na Líbia, não há assédio nos mercados e lojinhas. Quem já foi para o Marrocos ou Istanbul sabe bem como é chato o povo que fica querendo te vender de tudo. Pois em Tripoli, não. Por outro lado, parecia até que os locais tinham medo de chegar perto dos estrangeiros, sendo que muitos dos meus colegas estavam falando em árabe.

ruelas da cidade antiga

edifícios do World Trade Center de Trípoli

O melhor da viagem foi uma excursão que fizemos para Leptis Magna, um conjunto de ruínas romanas super bem preservado, na beira do mar azul. Alugamos uma Kombi e fomos cantarolando músicas populares libanesas, parando para tomar café e chá nas bibocas da estrada, até chegarmos a Leptis, a mais ou menos uma hora e meia da capital.

O mais impressionante foi notar a quantidade de praias lindas e inexploradas ao longo da costa! E as ruínas, realmente, estão em um ótimo estado (ou estavam, antes do bombardeio da Otan). Outra coisa ótima também foi o restaurante marroquino do hotel, onde tota a high society de Tripoli vinha ver se ser visto. Fui com um amigo de Abu Dhabi e ficamos hora batendo papo furado, vendo Tripoli e imaginando o que seria daquele país nos próximos anos.

Viajar para poder contar…

Fernanda e seu marido, Fhabyo, nos mares da Croácia. Segundo ela, não há no mundo água do mar mais transparente do que no Adriático.

Sabem porque os guias de viagem da Pulp são tão bons? Porque estamos constantemente “na estrada” testando, visitando, conhecendo e trazendo para nossos leitores o que há de mais novo e interessante. Quem pôde ir a Nova York com o guia Minha Nova York, da Didi Wagner, com certeza conheceu e experimentou uma cidade cheia de lugares incríveis. A Fernanda esteve na Croácia há 15 dias e voltou com muita novidade sobre este destino que está cada vez mais na moda. A Patricia foi com os filhos para Londres e Paris, para poder continuar contando para as pessoas como é viajar com os filhos (sem enlouquecer, claro). – veja o post no blog dela –

Patricia com os filhos no 3º andar da Torre Eiffel.

O Vicente e a Vanessa estiveram em Foz do Iguaçu para ver de perto o Parque Nacional do Iguaçu. Fiquem alertas pois dali vem novidade! :-) Na volta, ele foi para Nova York ver de perto as dicas da Didi Wagner. Fez tanta coisa que chegou à conclusão que um livro Nova York de Cinema pode ser feito, já que o Europa de Cinema fez tanto sucesso.

Vicente e Vanessa nas Cataratas do Iguaçu. Novos projetos no horizonte...

 

Essa é a Nova York do Vicente!

Viagens: Carnaval da Pulp em Cape Town

Ficou decidido que vamos para a Cidade do Cabo passar o Carnaval. Inspiração para novos guias? Surpresas estão por vir… só adiantamos que temos um contato bem quente com um fotógrafo que já viajou para o Mali, Marrocos, Namíbia, Moçambique, Madagascar, Etiópia, Egito, Quênia, Zâmbia, Botsuana, Djibuti e alguns outros países africanos. Pode ser que saia nosso primeiro livro de fotografias de viagem… We will keep you posted.

Lembramos que já estivemos na África em 2009 e fizemos um vídeo. Para assisti-lo, basta clicar aqui.

 

A Pulp viaja para Nova York, Montréal e Québec

Hoje o Vicente embarca para os EUA e Canadá. Serão 10 dias de viagem para ver o que está acontecendo por lá. Para acompanhá-lo na viagem, basta seguir o diário de viagem que ele vai fazer no blog VIAGEM.VC. Lá ele vai postar vídeos, fotos e contar “ao vivo” suas experiências em Nova York, Montréal e Québec. Siga-o também pelo twitter @vfrare.

home do site http://viagem.vc