O dólar subiu. E como ficam as férias?

Desde que o dólar passou dos R$ 2, tenho lido inúmeras matérias que dizem que o fluxo de turistas brasileiros para o exterior vai despencar e que chegou a vez do turismo no Brasil.

Bem, tenho minhas dúvidas.

Há dois ou três anos, o dólar custava ainda mais do que R$ 2 e os voos para Miami, Nova York, Buenos Aires e Europa estavam lotados. As pessoas faziam enxovais de bebê na Flórida e passavam o Réveillon em Paris como nunca.

Ao mesmo tempo, viajar dentro do Brasil era caro. Por mais que haja muitas ofertas de passagens aéreas, bons hotéis e restaurantes do Oiapoque ao Chuí têm preços elevados. Já tentou ver quanto sai um pacote para Fernando de Noronha? E quanto custa a diária de um hotel básico em Ipanema? Já foi jantar no Spot, em São Paulo?

Mesmo com o dólar mais alto, estes preços não vão mudar, já que pagamos em reais (e no mercado do turismo de luxo, vários preços são indexados em dólar). E a diferença de valores com os custos de viagens para o exterior ainda permanece alta. Um tênis em Miami custa bem menos do que em Cuiabá, assim como vários outros produtos que a gente adora. Em Paris, é possível encontrar hotéis com diárias ao redor de 80 euros. Quero ver quem vai ficar em um hotel de R$ 180 no centro de São Paulo. Até o Ibis custa mais do que isso.

Por isso, se você tem vontade de ir para o exterior, não se desespere nem desista dos seus planos. Siga em frente, mas siga também algumas dicas para tentar economizar os 20% de diferença entre o dólar de R$ 1,70 e o de R$ 2,10.

• manere nas compras. Traga o que realmente gostar, sem ir para a “gula” consumista.

• procure usar mais transporte público e andar a pé do que pegar táxis.

• tente reservar hotéis que ofereçam o café da manhã incluso na diária.

• na hora do almoço, escolha os menus do dia, que geralmente têm valores mais interessantes do que à la carte.

• vários museus e atrações oferecem entrada grátis em alguns dias do mês ou da semana.

• se for visitar muitos museus (em Nova York, Paris etc), compre um daqueles cartões de vista à cidade em que por um valor único, você pode entrar em vários.

• tente não usar o cartão de crédito.

• ao invés de levar dinheiro vivo, prefira os cartões Visa Travel Money, já que o IOF deles é mais baixo do que o do cartão de crédito e você não vai precisar ir a casas de câmbio, que sempre ficam com um percentual do seu dinheiro.

• organize um orçamento diário para a viagem e mantenha controle dos gastos.

• se beber, não vá às compras. ;-)

Várias outras dicas interessantes de como viajar sem estresse estão no guia que escrevi, chamado Manual de Viagem. Check it out!

MAIS DICAS!!!

Passei o resto da tarde pensando em outras dicas e me veio a cabeça o seguinte:

• não atenda ligações no celular nem faça chamadas ou use a internet no 3G. Prefira os spots Wi-Fi gratuitos em cafés, bares, hotéis e restaurantes.

• na Espanha, França e Itália, peça o café, suco ou água no bar e consuma ali, em pé. Sai mais barato do que sentado na mesa.

• na Inglaterra, quando for a um Starbucks, Pret a Manger e lugares assim, diga que é take away, pois cobra-se uma taxa para comer no restaurante (dine in).
• compre água, bebidas e comidinhas em supermercados para fazer lanches durante o dia.
Se lembrar de mais coisas, volto a escrever! ;-)
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