Os pequenos prazeres de ler Murakami – 1Q84

Um dos meus escritores prediletos é o japonês Haruki Murakami. A primeira vez que li algo dele foi quando eu morava em Londres. Passei na megalivraria Waterstone’s em Piccadilly e vi uma caixinha que continha dois livros pequenos, do tamanho dos atuais guias de viagem da Pulp. São tamanhos típicos de livros japoneses, desses que as pessoas leem no metrô de Tokyo. Fiquei encantado com a embalagem, com as cores e com a resenha na contracapa. Comprei os livros e levei-os comigo para a primeira viagem que fiz na minha nova vida em Londres.

Fui passar um fim de semana na costa da Liguria, perto de Gênova, na Itália. Durante os três dias que estive ali, fiquei imerso no mundo dos personagens de Murakami. Tão imerso que até hoje eu lembro do livro e me sinto novamente nas pedras das praias de Cinqueterre. Foram sensações incríveis, que só um bom escritor consegue despertar.

Bem, vários outros livros seus depois, soube do sucesso que foi o lançamento do 1Q84 no Japão. Achei que o livro seria rapidamente traduzido para o inglês ou outra língua que eu conseguisse ler. Mas que nada. Levaram-se 3 anos para o livro ser lançado nos EUA e comprei-o na semana passada quando estive em Miami (mas já vi para vender na Livraria da Cultura).

Então, há uma semana que passo minhas horas livres em Tokyo. Pouco antes de vir aqui para escrever este post, estava jantando com a Aomame em um restaurante francês do bairro de Azabu. Também viajei com Tamaru até perto do Monte Fuji ontem à noite. Uma de minhas cidades favoritas no mundo é Tokyo e poder voltar para lá na minha imaginação é muito bom. Cada linha do livro me remete a uma rua, um vagão do metrô, uma loja ou até mesmo a um prato de comida ou bebida.

Parei para vir aqui escrever, mas agora vou voltar para o Japão, pois Aomame está tomando um Tom Collins em um bar de Roppongi e espero que ela entre na minha livraria favorita antes de ir para casa. Recomendo Haruki Murakami sempre que posso. Inclusive, em Tokyo, procurei ir aos lugares que ele gosta e conheci um bar minúsculo com as pessoas mais interessantes da cidade. Se não fosse pelos livros, talvez nunca tivesse passado por lá.

Sayonara.

@vfrare

 

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