A Cidade do Cabo da Pulp | Pulp’s Cape Town

Estivemos em Cape Town há menos de um mês e seguem aqui as nossas recomendações:

IT’S A MUST

Alugar um carro, já para sair do aeroporto. Cape Town não é como Paris, Rio ou Nova York em que tudo fica na cidade. As atrações são distantes (praias, vinhedos, parques…) por isso um carro é essencial. Lembre-se que a mão é inglesa, mas que em 5 minutos de direção a gente já se acostuma. O trânsito é leve, tranquilo e as estradas ótimas. By the way, a zona de rent a car no aeroporto de Cape Town fica do lado de fora do terminal.

HOSPEDAGEM

Alugamos um apartamento em De Waterkant, o bairro “da modinha”. Na verdade fica entre o centro/Bo Kap e o Waterfront, por isso é fácil de acessar toda a cidade. De Waterkant seria a Gávea ou o West Village de Cape Town pois é onde estão vários pequenos hotéis, restaurantes e lojas de decoração e design e, claro, é a zona gay.

Nosso ap tinha 3 quartos (2 suítes) e fica na esquina da Strand com a Rose Street. Chama-se A20 Soho on Strand. Superbacana, com piscina e tudo.

Quem preferir um hotel de verdade, eu recomendo o Mount Nelson Hotel, em Gardens, no topo da Kloof Street. Os hotéis do Waterfront são bem atraentes mas o lugar é bem Disney e ENTOPIDO de turistas.

RESTAURANTES/CAFÉS/BARES

BIRDS CAFÉ 127 Bree Street – City Bowl

comida orgânica e simplesmente deliciosa na Bree Street. Decor supersimples mas de ótimo bom gosto. Repetimos. O café com leite orgânico da Namíbia é inesquecível e algo tão singelo quanto um pão com manteiga pode ser uma experiência tântrica.

OLYMPIA CAFÉ 134 Main Road – Kalk Bay (fica a uns 45 minutos do centro, perto da praia de Muizenburg)

recomendado pelo Gui Canever, que deu a volta pela África, o Olympia fica na praia de Kalk Bay, que é bem bonitinha. É bem simples, quase “sujinho” mas serve o melhor chocolate brownie que já provei na vida. Na veradade, tudo o que eles servem lá é bom. Tem um quadro negro com os pratos do dia. O Nuno pediu uma massa com molho de tomate e chorizo italiano que a gente quase morreu de tanto comer. É tão bom que repetimos, mesmo sendo distante do centro de Cape Town. Pertinho dele tem um restaurante de frutos do mar, chamado Harbor House que é show!

VOILA! Cape Quarter – De Waterkant

Esse lugar é para quem gosta de ser “atiçado” logo de manhã cedo por aqueles displays de doces e bolinhos coloridos. O Cape Quarter é um shopping agitadinho, cheio de lojas de decoração e restaurantes bacanas. Outros dois lugares que também valem a pena e ficam perto é o Lazari e o Origin (peça o flat latte e morra!!!). Just a detail: quem é viciado em café TEM que ir no Origin.

 

NOBU One&Only Hotel no Waterfront

aproveite que o R$ compra muitos Rands e os preços na África do Sul são beeeeeem mais baratos do que no Brasil para se esbaldar no Nobu. Se fosse em São Paulo, Nova York ou Londres, tenho certeza que a conta não sairia por menos de US$ 150-200 por pessoa. Ali come-se muito bem sem quebrar o porquinho. Além disso, a decoração é linda, o hotel ultrachique e a comida é inesquecível. Peça um Matsushita Martini no bar antes de ir para os sakês durante o jantar. Nós fizemos uma orgia gastronômica que incluiu:

ceviche de frutos do mar | tiraditos de peixe branco e polvo | spicy tuna salad | lobster alguma coisa | omakase dessert

ADDIS IN CAPE 41 Church Street – City Bowl

para tudo há uma primeira vez. Esse restaurante etíope é bem descolado, fica no centro da cidade e a comida é bem diferente. Vale a pena, ainda mais se estiver em um grupo de amigos, pois é ideal para dividir. Só não se assuste na hora em que a garçonete virar a comida do potinho. É assim que se faz na Etiópia. A gente tomou cerveja da Namíbia, a Windhoek, para descer um pouco da pimenta. Mas vale super a pena.

BOMBAY BYCICLE CLUB 156 Kloof Street – Gardens

se Cape Town tivesse um West Village, o Bombay Bycicle Club certamente seria lá. É um bar/restaurante cheio de gente descolada. A decoração é bem carregada de quinquilharias e os garçons são tão gente boa que dá vontade de ficar amigo deles para sempre. A música é ótima e quanto mais tarde fica, mais a baladinha esquenta. É um dos poucos lugares do mundo que oferece double drinks depois das 22h! Se joga!

Precisa reservar e na hora de fazer o pedido, pergunte quais são os daily specials. Foi ali que comi, pela primeira vez, um filé com molho de chocolate com pimenta. Algo indescritível! E deixe espaço para o Malva Pudding de sobremesa. Só não vale chorar de emoção!

GANESH e TAGORE Trill Road – Observatory

o bairro de Observatory é o  Lower East Side de Cape Town. Ali moram os hipsters e estudantes locais. Então a região é cheia de botecos e bibocas bem legais. O Ganesh se diz indiano, mas servem comidas típicas da África do Sul. Comemos um hambúrguer de carneiro com avestruz muito bom, filés de springbok (veadinho local) e também o famoso Bobotie (carne moída cheia de temperos exóticos – ma,ra,vi,lho,so). Na saída, bem ao lado, fica o Tagore, que é um reduto meio grunge, meio jazzie, meio louco de gente estranha e coisas esquisitas. Beba um Springbok, que é o coquetel local em homenagem ao time de Rugby da África do Sul (amarula e licor de menta). Mas só vá para Obs se estiver de carro e aprenda no mapa ou GPS o caminho antes de sair do hotel.

LA MOTTE Franschhoek

o passei pelos vinhedos do Cabo é um must, claro. E almoçar no La Motte também. As mesas ficam espalhadas pelo jardim. Peça uma tábua de queijos locais e vários tipos de vinhos. Dá para fazer degustação na área de produção dos vinhos e leva mais ou menos uma hora. A gente fez degustação por conta própria, comendo queijos, dando risadas e escolhendo nós mesmos os vinhos do cardápio. Na saída passe na lojinha…

 

WATERKLOOF Strand – Stellenbosch

um lugar “breathtaking”. A vista é inacreditável e a arquitetura é ainda mais. Faça uma reserva meio cedo, para conseguir tomar a primeira taça de vinho do lado de fora, na sacada, vendo o por do sol! Vai ser uma das experiências mais gratificantes da viagem. Nós chegamos lá no fim do dia, depois de passear pelos vinhedos, pela cidadezinha de Stellenbosch (não vale a pena a parada). Então o lugar ficou parecendo um pouco longe. Mas na hora de voltar para casa, pela autoestrada, foram 20 minutos até chegarmos de volta em De Waterkant. Faça reserva.

VIDA E CAFFÉ por todos os lados

a rede de cafés Vida e Caffé está por todos os lados. Parece algo meio Starbucks mas o café é bom de verdade e eu comi um croissant com chouriço português que dá vontade de voltar para lá para comer mais  um. O tema é Portugal, o nome dos pratos e bebidas são em português. Ideal para um quick breakfast ou uma parada estratégica no meio da tarde para cortar o efeito do vinho tinto tomado no almoço. O de Camps Bay, que fica na beira mar, é no meio do agito. Ver o por do sol ali é outra coisa bacana de se fazer, mas daí sente-se em um restozinho mais glamour.

ASOKA 68 Kloof Street – Gardens

bar ideal para ver o beautiful people de Cape Town. Serve uns drinks ótimos e criativos. Tem um com champagne e maracujá, onde a fruta vem quase inteira no copo. Na verdade, toda a Kloof Street é cheia de lugares bacanas. Ela é a continuação da Long Street, que fica mais para o centro (City Bowl) e tem uma vida noturna mais jazzie. Kloof St é mais cosmo. Uma sugestão é ir ao bar  Daddy Cool do hotel Grand Daddy, na Long Street para ver como a nova classe negra emergente do país se diverte. Depois fique uma horinha dentro de algum bar de African Jazz (pode ser o Mamma Africa) ali por perto e, por último, suba para o Asoka para uma imersão em Cape Cool.

 

IMPERDÍVEIS

Ver o por do sol em Signal Hill, com o estádio onde foi a Copa de 2010 lá embaixo.

Curtir um pouco do agito da praia de Clifton 3, ainda mais se for fim de semana.

Ir até o Cabo da Boa Esperança pela Chapman’s Peak Drive.

Na segunda-feira, cante no karaokê do Bronx, em De Waterkant

Comprar deliciazinhas no Spar do Cape Quarter (produtos do Melissa’s são ótimos).

Comer em todos os lugares indicados acima (vou pedir para o Nuno, Pati e Tom adicionarem as sugestões deles nos comments)

E BOA VIAGEM!

 

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9 comentários em “A Cidade do Cabo da Pulp | Pulp’s Cape Town

  1. Vi, voce colocou tudo eu acho. Só faltou falar dos lugares de compras. Tem o Shopping que ficava perto do nosso apartamento, Waterkant Shopping?, que tinha muitas coisas legais desde móveis até briquedos de design. E não dá pra não colocar o shopping no Waterfront, enorme e tem todas as grandes redes. Mais um lugar pra quem quer comprar artesanato e badulaques africanos é o green market no centro, lá dá pra pechinchar bastante.

  2. só complementando o café lazari fica “do lado de fora” do cape quarter, mas é no cape quarter. se a temperatura estiver agradável, vale a pena ficar no deck.
    já o café origin fica numa rua próxima ao cape quarter. lá dá para escolher cafés de vários países e moer na hora. se preferir, leve os grãos para moer quando voltar para casa. imperdível mesmo.

  3. outra dica importante: se você for em alguma feira livre, vá com espírito de pechincheiro. é chato para quem não está acostumado, mas é inevitável. com o preço que me cobraram por uma escultura, eu acabei levando duas. se não souber pechinchar é só dizer que vai dar uma volta que eles se encarregam de baixar o preço pra você.

  4. Boas, Amigos!
    Que doçura de relato. Curto, geral, bem ao jeito de quem gosta de ir e descobrir mais ainda.
    Na fotografia do restaurante etíope eu já sabia que era a comida de lá mesmo antes de ler. Fizeram a cerimónia do café? lindo também
    Bjs, e muitas saudades!

  5. Adorei as dicas, todas anotadas! Estou indo pra lá em setembro. Uma dúvida: é necessário tirar a carteira internacional de habilitação para dirigir na África do Sul? Tenho encontrado informações diferentes em vários sites. Obrigada!

    • Juliana,

      aluguei carro com a Avis e a carteira de motorista brasileira foi suficiente. Outro amigo que também foi para lá na época da Copa fez a Internacional mas não precisou.
      boa viagem!

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